Barbosa reforça apoio a Vicentinho com sete regionais militares e rebate rótulo de traição

O Coronel Márcio Barbosa reforça seu posicionamento por Vicentinho Júnior, acompanhado pelas associações militares das regionais de Araguaína, Gurupi, Guaraí, Dianópolis, Taguatinga, Paraíso e Arraias. Conforme a relação de apoios apresentada, apenas a associação de Palmas, identificada como ASPA, e a ASSPMETO permanecem com Professora Dorinha entre as nove representações citadas.

Diante das críticas à sua mudança de lado, o ex-comandante-geral da Polícia Militar afirma que deixou o grupo por se sentir traído durante a campanha, e não por ter ficado fora das vagas de deputado federal.

Barbosa relata que ingressou no União Brasil após diálogo e com o aval do governador Wanderlei Barbosa, acreditando em um projeto suprapartidário. Segundo ele, essa construção deu lugar a uma disputa interna na qual determinados candidatos receberam prioridade em detrimento de outros integrantes da base.

O desgaste se aprofundou durante o questionamento judicial de sua candidatura. O coronel afirma que dois deputados ligados ao governador procuraram seus apoiadores, anunciaram que ele estaria fora da eleição e tentaram convencê-los a abandonar seu projeto enquanto sua defesa recorria da decisão.

Barbosa reverteu a situação no TSE, retomou a campanha e chegou às urnas com 28.544 votos, distribuídos pelos 139 municípios tocantinenses. Para ele, ter permanecido na disputa até o fim contradiz a interpretação de que sua saída tenha sido motivada por conveniência.

“Minha posição de hoje não nasce do resultado das urnas. Nasce dos acontecimentos que ocorreram antes delas”, declarou.

O apoio das sete regionais dá alcance à decisão e demonstra respaldo entre lideranças associativas de diferentes partes do estado, sem representar unanimidade na categoria ou transferência automática de votos.

Ao justificar o rompimento, Barbosa sustenta que o compromisso com seus eleitores exige coerência, mas não permanência em uma aliança na qual deixou de confiar. Sua resposta às acusações é direta: “Lealdade não é submissão. Lealdade é reciprocidade.”