
Familiares, amigos, colegas de trabalho e integrantes de movimentos sociais organizam uma manifestação em memória da agente socioeducativa e técnica de enfermagem Morgana Vieira Monteiro, vítima de feminicídio em Palmas. O ato será realizado na próxima terça-feira, 4, às 8 horas, em frente à Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju).
Com o tema “Nenhuma a menos: Por Morgana e por todas nós”, a mobilização pretende homenagear a servidora e cobrar das autoridades medidas mais efetivas de prevenção e combate ao feminicídio no Tocantins.
Os organizadores orientam que os participantes compareçam vestidos de preto e levem cartazes em apoio à manifestação. A iniciativa é organizada pela Associação dos Agentes Socioeducativos do Estado do Tocantins (Saseto).
Segundo a organização, o protesto também busca chamar atenção para os índices de violência contra a mulher no estado.
“Vamos nos organizar em uma manifestação em memória da nossa colega Morgana e solicitar às autoridades competentes medidas mais efetivas na prevenção e combate ao feminicídio no estado do Tocantins. O Tocantins é o quarto estado no ranking de feminicídio no Brasil. Precisamos nos mobilizar e exigir um olhar mais atento para esses números, bem como ações que de fato mudem essa realidade”, afirma o convite divulgado nas redes sociais.
Os interessados em participar podem ingressar no grupo de organização por meio clicando aqui.

Caso gerou comoção
Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, foi morta na noite de segunda-feira (27), dentro da casa onde morava, em Palmas. Segundo as investigações, o principal suspeito é o ex-marido.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, a vítima ainda tentou escapar da agressão e chegou a se trancar no banheiro da residência, mas não conseguiu evitar o ataque.
Horas depois do crime, o suspeito foi localizado pela Polícia Militar em uma área de mata próxima ao local e morreu durante confronto com os policiais.
A morte provocou grande repercussão no Tocantins. Morgana era servidora do sistema socioeducativo desde 2017 e também atuava como enfermeira assistencial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Nacional. Ela deixa duas filhas.
A Prefeitura de Porto Nacional, o Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO), colegas de profissão e amigos divulgaram notas de pesar destacando a dedicação da profissional ao serviço público e manifestando solidariedade à família.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e reacendeu o debate sobre a violência de gênero e a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica.