
O candidato Arthur Henrique (PL) venceu as eleições suplementares em Roraima. Ele está filiado ao PL com articulação do senador Eduardo Gomes, que preside o partido no Tocantins.
A chapa de Arthur é composta pelo candidato a vice Subtenente Velton (PL). Ambos concorrem sub judice após terem a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), mas ainda aguardam julgamento de recursos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF). Arthur é ex-prefeito de Boa Vista e tenta, pela primeira vez, se eleger governador.
O resultado define o comando do Executivo estadual até janeiro de 2027, mas a validade da chapa ainda depende de decisão definitiva da Justiça Eleitoral. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidaturas classificadas como “Anulado Sub Judice” têm os votos contabilizados normalmente, porém a confirmação do resultado fica condicionada ao julgamento final dos recursos apresentados pelo candidato.
Arthur derrotou o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos) e a socióloga Nelita Frank
(PT).
O pleito foi convocado após a cassação da chapa eleita em 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decisão que abriu uma eleição-tampão para o Palácio Senador Hélio Campos.
A vitória também marca uma mudança de eixo político na trajetória de Arthur em Roraima. Antes ligado ao grupo da ex-prefeita de Boa Vista Teresa Surita (MDB) e do ex-senador Romero Jucá, o ex-prefeito rompeu com o MDB, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e passou a integrar o campo político alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na reta final da campanha, Arthur recebeu apoio público do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu votos ao candidato e vinculou a disputa suplementar ao projeto nacional do partido.
Entenda
Roraima teve eleições suplementares porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e determinou a realização de um novo pleito.
Três chapas disputaram o comando do Executivo estadual. O eleito vai comandar o estado em um mandato-tampão até 5 janeiro de 2027, quando ocorre a posse do governador escolhido nas eleições gerais de outubro.