
O assassinato do brigadista Sidiney de Oliveira Silva, morto a tiros em junho de 2024 em Formoso do Araguaia, teria sido encomendado e envolvido três pessoas, segundo a Polícia Civil. Nesta quarta-feira, 7, foram cumpridas as determinações judiciais contra os investigados, que incluem prisão preventiva, prisão domiciliar e medidas cautelares.
A investigação foi conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP), de Gurupi. Os dois suspeitos que estavam em liberdade compareceram à unidade policial para serem informados da decisão e submetidos às medidas. O terceiro, já preso preventivamente por outro processo, foi notificado na unidade onde permanece custodiado.
Suspeitos de encomendar, intermediar e executar o crime
Segundo a Polícia Civil, L.V.M.S. é apontado como o mandante do homicídio. A investigação indica que ele contratou o executor por meio de outro suspeito e acertou o pagamento pelo crime. A motivação estaria relacionada a um suposto relacionamento extraconjugal entre o brigadista e a esposa do investigado.
W.V.A. teria intermediado a contratação e articulado o assassinato. Conforme a apuração, ele manteve contato com o executor, enviou fotografias da vítima e fez a aproximação entre os envolvidos.
A polícia também aponta que W.V.A. teria interesse próprio na morte do brigadista. Sidiney atuava no combate a crimes ambientais na região da Ilha do Bananal e, segundo a investigação, teria contrariado interesses do suspeito.
Já C.R.N.G. é apontado como o responsável pelos disparos que mataram a vítima.
Prisão e monitoração eletrônica
A Justiça decretou a prisão preventiva de C.R.N.G. Como ele já estava preso por outro processo, a nova ordem foi cumprida no local onde permanece recolhido.
Para W.V.A., também foi decretada prisão preventiva, substituída provisoriamente por prisão domiciliar em razão da idade avançada e das condições de saúde. Ele deverá permanecer integralmente em casa, usar monitoração eletrônica e não manter contato com os demais investigados e testemunhas. A decisão prevê ainda uma perícia médica oficial para avaliar sua saúde.
L.V.M.S. ficará sujeito a medidas cautelares, incluindo monitoração eletrônica, comparecimento periódico em juízo e proibição de sair da Comarca de Formoso do Araguaia sem autorização judicial. Conforme as informações divulgadas, a decisão considerou que ele confessou sua participação no crime.
Os três estão proibidos de manter contato entre si, por qualquer meio, e de entrar em contato ou se aproximar das testemunhas e dos familiares da vítima relacionados no processo.
Inquérito encaminhado à Justiça
A Polícia Civil informou que concluiu as diligências e encaminhou o relatório final do inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
Sidiney foi assassinado na manhã de 15 de junho de 2024, em frente à própria casa, em Formoso do Araguaia. Segundo a investigação, os tiros partiram de um imóvel desocupado nas proximidades.