
Por Maju Cotrim
As urnas se fecharam, os votos foram contados e a democracia voltou a falar. A população do Tocantins e do Brasil fez suas escolhas em uma eleição histórica: Lula foi reeleito presidente da República, e Vicentinho Júnior venceu a disputa pelo governo do Tocantins com ampla vantagem.
O resultado expressa a vontade popular. É soberano e deve ser respeitado. Mas a eleição termina, e o estado continua. O Tocantins não pode ficar limitado às disputas políticas nem aos números de uma votação. Precisa ser gigante, olhar para frente, seguir se desenvolvendo e enfrentar os desafios que ainda pesam sobre a vida da população, entre eles os gargalos da saúde e as desigualdades que atingem diferentes regiões.
Os votos não diminuem ninguém. Não apagam trajetórias nem anulam o trabalho de quem disputou a eleição. A professora Dorinha foi a única mulher na corrida pelo governo, enfrentou desafios e apresentou ao estado sua história, sua trajetória e o trabalho realizado em favor do Tocantins e de seus municípios. Vicentinho Júnior levou às ruas a proposta de mudança e assumiu compromissos com a população. Os eleitores escolheram o projeto que consideraram mais adequado para conduzir o estado.
Agora começa uma nova etapa. O Tocantins precisa ser pensado por inteiro: com atenção aos Jalapões, às quebradeiras de coco, às comunidades quilombolas, aos povos indígenas, aos trabalhadores e a todas as pessoas que esperam do poder público respostas concretas para suas necessidades.
A maior vitória que sai das urnas não pertence a um lado contra o outro, nem se resume à quantidade de votos. Ela está na força da decisão popular e no compromisso que essa decisão impõe aos eleitos. Grandes vitórias trazem grandes responsabilidades. Lula e o governo eleito no Tocantins terão de demonstrar, na prática, que compreendem o tamanho da missão recebida e que governar significa cuidar de todos.
Este é um momento de grandeza. As diferenças políticas não podem impedir que instituições e lideranças se unam em torno das prioridades do estado. O Tocantins precisa de diálogo, responsabilidade e de um pacto institucional voltado ao bem-estar da população, à solução de problemas urgentes e ao desenvolvimento de todas as regiões.
Quem venceu tem a responsabilidade de conduzir os destinos do estado pelos próximos quatro anos. Quem disputou e não venceu também recebeu do povo uma missão, e sua trajetória não termina com a apuração. Cabe a todos reconhecer a força soberana das urnas e, ao mesmo tempo, respeitar o trabalho e a história de cada candidatura.
As urnas se encerraram. O Tocantins continua. E o próximo capítulo precisa ser escrito com responsabilidade, união e compromisso com cada tocantinense.
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!