
Seis nomes já foram anunciados para o Palácio Araguaia, enquanto partidos correm contra o prazo de 15 de agosto para formalizar os registros. Na campanha que se aproxima, cada candidatura terá um limite de despesas; ultrapassá-lo pode gerar multa igual ao valor excedido.
Com as convenções partidárias encerradas e seis candidaturas anunciadas ao governo do Tocantins, a corrida eleitoral de 2026 começa a ganhar uma dimensão decisiva fora dos palanques: o dinheiro. A partir da formalização dos registros, os concorrentes ao Palácio Araguaia poderão gastar até R$ 6.226.082,16 no primeiro turno. Se a eleição for decidida em uma nova rodada, será permitido acrescentar R$ 3.113.041,08, elevando o limite total possível para cerca de R$ 9,3 milhões.
O valor passa a balizar desde a estrutura de campanha e produção de conteúdo até deslocamentos, contratação de equipes, publicidade e mobilização política. O teto foi mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE, nos mesmos patamares nominais de 2022; uma escolha que, na prática, reduz o poder de compra das campanhas diante da inflação acumulada nos últimos quatro anos.
Quanto cada cargo poderá gastar
No Tocantins, o cargo de governador concentra o maior limite de despesas: R$ 6.226.082,16 no primeiro turno e mais R$ 3.113.041,08 em caso de segundo turno, chegando a aproximadamente R$ 9,34 milhões. Para as duas vagas ao Senado em disputa neste ano, o teto é de R$ 3.176.572,53 por candidatura. O mesmo valor vale para cada candidato a deputado federal; quem disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa poderá gastar até R$ 1.270.629,01.
Os limites abrangem despesas contratadas diretamente pela candidatura, transferências para outros candidatos ou partidos e doações de bens e serviços com valor econômico. Estourar o teto pode resultar em multa de 100% sobre a quantia excedida, além de impacto na análise da prestação de contas pela Justiça Eleitoral.
Seis nomes no governo
A disputa pelo governo já tem seis candidaturas anunciadas nas convenções: Ataídes Oliveira, do Novo; Du Pereira, do DC; Laurez Moreira, do PSD; Professora Dorinha, do União Brasil; Vicentinho Júnior, do PSDB; e Witer Naves, do PSOL. Os nomes, porém, ainda dependem do pedido de registro junto à Justiça Eleitoral para se tornarem oficialmente candidatos.
Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para protocolar os registros de candidaturas a governador, senador, deputado federal e deputado estadual. A partir daí, o sistema DivulgaCandContas, do TSE, passa a ser a principal ferramenta pública para acompanhar a situação de cada pedido, a arrecadação e os gastos declarados durante a campanha.
Dinheiro sob vigilância
A manutenção dos tetos de 2022 introduz um desafio adicional às chapas: fazer uma campanha estadual em 2026 com valores definidos há quatro anos. No caso do Tocantins, que reúne mais de 1,18 milhão de eleitores aptos, a equação será ampliar presença territorial e digital sem ultrapassar os limites fixados pela Justiça Eleitoral.
Mais do que um dado burocrático, o teto de gastos será um dos fatores que moldarão a competitividade da eleição. Quem conseguir transformar recursos limitados em presença regional, comunicação eficiente e mobilização poderá sair à frente antes mesmo de a propaganda eleitoral começar.