Em evento de mulheres, Professora Dorinha ressalta a capacidade feminina para governar

Diante de mais de mil mulheres no Elas com Ela, candidata questiona cobranças que não são feitas aos homens e defende respeito à autonomia feminina

Cidiane Carvalho
Fotos: G Félix Rocha

A Professora Dorinha (União Brasil) cobrou respeito à sua trajetória e questionou a exigência de que mulheres precisam provar, repetidamente, que estão preparadas para ocupar espaços de poder.

No encontro Elas com Ela, que reuniu mais de mil mulheres neste sábado, em Palmas, a candidata ao Governo do Tocantins denunciou ataques à sua aparência e defendeu que o debate eleitoral seja sobre seu trabalho e sua capacidade de governar.

“Ninguém pergunta para o homem o que a mulher dele vai fazer no governo, mas para mim perguntam o que o meu marido vai fazer no meu governo. Me respeitem na minha história, no meu trabalho”, afirmou.

Dorinha relatou ataques em páginas e perfis nas redes sociais, com comentários sobre sua roupa, seu cabelo e seu jeito de ser. Ao cobrar uma discussão sobre sua atuação pública, rejeitou a ideia de que sua candidatura esteja sob o comando ou a tutela de outra pessoa.

“Eu não preciso justificar todo o tempo que estou preparada para cuidar do Estado, como se eu não tivesse a minha história e o meu trabalho. Como se o tempo inteiro eu tivesse alguém para dar a ordem ou tutelar. Eu tenho a minha vontade, o meu preparo e a minha competência”, declarou.

Liberdade de escolha
A candidata estendeu a cobrança ao tratamento recebido pelas mulheres na sociedade. Defendeu o direito de cada uma decidir por si e afirmou que a força feminina também está na liberdade de fazer escolhas, sem aceitar imposições ou rótulos.

“Façam a escolha que quiserem, mas não deixem que os outros mandem na sua vontade, na sua escolha. Nós não vamos permitir que as mulheres sejam tratadas como objetos. Nós não vamos permitir que sejam tratadas como propriedade”, afirmou.