
O candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), votou neste domingo, 25, na Unopar, em Palmas, e afirmou que chega ao fim do segundo turno com a consciência tranquila após uma campanha que classificou como marcada pelo respeito e pela apresentação de propostas. Em entrevista à imprensa, ele também criticou as pesquisas eleitorais, comentou as polêmicas dos últimos dias e disse que acompanhará a apuração dos votos em Porto Nacional, onde pretende se reunir com familiares.
Vicentinho chegou ao local de votação acompanhado da esposa e filho e do candidato a vice-governador, Amélio Cayres, e de aliados políticos, entre eles Cinthia Ribeiro, Eduardo Mantoan, Júnior Geo, Vanderlei Luxemburgo, Eli Borges, Iolanda Castro, Vinícius Pires, Dian Carlos e Osires Damaso.
Ao falar sobre o encerramento da disputa, o candidato destacou a presença de lideranças que o acompanham desde o início da pré-campanha e afirmou que procurou manter o mesmo discurso ao longo dos últimos meses. “A regra sempre foi uma só: vamos respeitar a matéria humana, vamos nos apresentar, vamos construir as soluções para o nosso estado do Tocantins”, declarou.
Segundo Vicentinho, as últimas caravanas da campanha passaram por municípios do norte do estado, incluindo Araguaína, São Miguel do Tocantins, Sítio Novo, Augustinópolis e Araguatins.
O candidato afirmou que a mobilização reforçou sua expectativa de construir uma gestão baseada no diálogo, caso seja eleito. “Chego como um homem em paz para, logo mais, trazer paz ao estado do Tocantins”, disse.
“Minha fé é meu escudo, meu sorriso é minha arma”
Questionado sobre as polêmicas que marcaram a reta final da campanha, especialmente a divulgação de informações envolvendo sua vida pessoal, Vicentinho evitou aprofundar o assunto e afirmou que escolheu não responder aos episódios com ataques. “Minha fé é meu escudo, meu sorriso é minha arma. Eles não entenderam isso”, declarou.
O candidato disse que sua estratégia foi manter o equilíbrio e preservar a família durante a disputa eleitoral. “Nós estamos chegando até aqui construindo uma história, e não desconstruindo a história de ninguém”, afirmou.
Ele também defendeu que familiares de candidatos sejam preservados dos embates políticos. “Não toque na família de um homem também, porque não é por aí que se faz a história de ninguém. Nós respeitamos as famílias dos candidatos, das candidatas”, declarou.
Ao avaliar a própria campanha, Vicentinho afirmou que procurou concentrar os debates nas propostas para o Tocantins e que pretende encerrar o processo eleitoral sem ressentimentos.
Candidato questiona pesquisas eleitorais
Vicentinho também dedicou parte da entrevista a críticas aos levantamentos de intenção de voto divulgados durante a campanha.
Ele relembrou o primeiro turno, quando recebeu pouco mais de 372 mil votos e garantiu uma vaga na disputa decisiva, apesar de pesquisas que, segundo sua avaliação, apresentavam um cenário diferente. “As pesquisas eleitorais desse estado do Tocantins têm que ser discutidas no Brasil. Pesquisas não estão fazendo bem ao nosso Estado Democrático de Direito”, afirmou.
O candidato disse que os resultados das urnas devem ser respeitados e que a vontade dos eleitores é o que define uma eleição. “A democracia não pode ser jamais relativizada”, acrescentou.
Vicentinho também agradeceu aos eleitores que o apoiaram no primeiro turno e àqueles que, segundo ele, passaram a apoiar sua candidatura na segunda etapa da disputa.
Entre os grupos mencionados, citou eleitores do vice-governador Laurez Moreira, do ex-senador Ataídes de Oliveira, de Witer Naves e de Du Pereira. “Gratidão aos nossos eleitores de primeiro turno e aos eleitores que puderam mudar a condição de indecisos para votar no 45 no segundo”, declarou.
Apuração será acompanhada em Porto Nacional
Depois de votar em Palmas, Vicentinho informou que seguirá para Porto Nacional, onde pretende aguardar o resultado da eleição em casa, acompanhado dos pais, dona Adair e seu Vicentinho, e de alguns amigos.
Segundo ele, a oração faz parte de sua rotina nos dias de eleição. “Vou reunir alguns amigos, vou entrar para dentro do quarto, vou me ajoelhar no chão. É uma rotina que eu tenho ao longo de toda a minha vida”, contou.
O candidato afirmou que pretende permanecer em oração durante a apuração e, após a divulgação do resultado, ir à igreja. “Saio dali, vou à minha catedral, rezo e me permitam fazer uma linda festa com as pessoas mais humildes da minha Porto Nacional”, disse, ao comentar o que pretende fazer em caso de vitória.
Vicentinho também recordou que adotou uma rotina semelhante após a votação do primeiro turno, quando acompanhou o resultado em Porto Nacional.
Transição e orçamento estão entre as prioridades
Questionado sobre os primeiros passos de uma eventual gestão, Vicentinho afirmou que pretende iniciar rapidamente a organização da equipe de transição e discutir o orçamento estadual de 2027.
O candidato lembrou que Amélio Cayres, seu companheiro de chapa, preside a Assembleia Legislativa e poderá participar das discussões sobre a peça orçamentária. “Nós não temos tempo nem de descansar. A gente vai montar a transição, se assim for permitido pelo resultado dessas eleições, para começar a discutir um orçamento”, afirmou.
Vicentinho também disse que pretende entregar o plano de governo aos futuros secretários antes da posse, caso seja eleito, para que os compromissos assumidos durante a campanha orientem as ações da administração.
O candidato destacou ainda que continuará exercendo o mandato de deputado federal até o fim da atual legislatura e que pretende participar das discussões sobre o orçamento da União.
Ao tratar da relação com a bancada federal, afirmou que buscará diálogo com parlamentares de diferentes grupos políticos, inclusive com sua adversária, Professora Dorinha Seabra (União Brasil), que continuará no Senado. “Eu tenho certeza de que a senadora Professora Dorinha quer ver o Tocantins dar certo. Ela ainda tem mais quatro anos como senadora, então não tem como não manter um bom diálogo saudável”, declarou.
Para Vicentinho, a disposição de conversar com diferentes lideranças será necessária para garantir condições políticas e financeiras a uma eventual administração. “O bom diálogo fortalece tudo: as relações, as ações, o governo”, afirmou.
Papel da imprensa e balanço da campanha
Durante a entrevista, Vicentinho também agradeceu aos profissionais de imprensa que acompanharam a campanha e defendeu a importância do jornalismo na divulgação de informações de interesse público. “Vocês têm um papel importantíssimo na República: comunicar e fazer as pessoas refletirem com a boa informação”, declarou.
O candidato criticou a atuação de páginas e blogs que, segundo ele, teriam sido criados durante o período eleitoral para atacar adversários. Também afirmou que pretende modificar a comunicação institucional do governo, caso seja eleito, para dar maior destaque às informações sobre o estado.
Ao encerrar a entrevista, Vicentinho voltou a falar sobre a importância de respeitar opiniões diferentes e destacou a participação dos eleitores no processo democrático. “A democracia é o maior charme da República. Você poder conviver com o contraditório, respeitar o contraditório e ter posição clara”, afirmou.
Ele concluiu dizendo que chega ao último dia de campanha com gratidão pelo apoio recebido e pela oportunidade de disputar o Governo do Tocantins.
A votação do segundo turno segue até as 17 horas deste domingo, pelo horário de Brasília. Após o fechamento das urnas, terá início a apuração que definirá o próximo governador do estado.