Projeto da UFT ganha Prêmio de Transformação Social na categoria extensão no Intercom Norte

Com um projeto que resgata a importância da fotografia analógica, professoras, técnicos e estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT) receberam o Prêmio Intercom de Transformação Social, na categoria extensão, no último dia 29 de maio. O projeto de pesquisa/extensão, intitulado “Experimentações Analógicas do Fotojornalismo: modos de desacelerar o olhar e ampliar a leitura social da realidade”, é realizado pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Sociedade (PPGCom) e pelo curso de Jornalismo da UFT.

O projeto, que é coordenado pela professora Ingrid Assis, foi contemplado no edital de pesquisa da UFT com o valor de 5 mil reais e, com isso, conseguiu revitalizar o laboratório de fotografia analógica do Complexo de Jornalismo, que desde 2016, ano de inauguração do prédio, estava sem funcionamento.
“Se tivéssemos mais recursos, faríamos muito mais, mas já mostramos que o trabalho que estamos desenvolvendo é sério, tem impacto social e, sobretudo, uma relevância histórica ímpar”, destacou a docente Ingrid Assis, que pela segunda vez recebe o prêmio, que existe há três anos e é organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), maior instituição da área da comunicação no país, voltada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais.

O projeto conta com a participação de docentes, técnicos e discentes da graduação e do mestrado. São autores da apresentação que rendeu o prêmio: Ingrid Assis, Cynthia Mara Miranda, Rafael Silva Motta, Daniel dos Santos, Martha Helena Rodrigues de Souza, Mariana Felix e Nicole Adler.

Ao longo de sua realização, o projeto ofereceu oficinas de fotografia analógica para discentes do curso de Jornalismo, egressos da UFT e comunidade. As oficinas foram ministradas pelo técnico Rafael Motta. “A fotografia fotoquímica vai além de um mero ‘fetiche’ e obsessão com um passado nostálgico encadeado pelo aceleramento das redes sociais, é um objeto de fascinação mágico, desde a sua origem.

É como contamos histórias, paralisamos o movimento constante da vida e os fatos históricos dignos de orgulho e de vergonha de uma era. É material de controle, de expressão, de experimentação e de arte. É método, força e lógica e, ao mesmo tempo, é ilógica e experimental”, ressaltou.

Os estudantes aprenderam a fazer a captação com as câmeras analógicas, revelar os filmes e ampliar as fotografias no papel fotográfico. “Com essa experiência, a utilização do fotômetro passou a fazer muito mais sentido, a ponto de eu começar a usar a ferramenta no meu trabalho. Diferente do digital, onde a facilidade nos permite errar à vontade, no analógico o erro pode custar a foto. Essa preocupação nos faz pensar bem antes do clique e fotografar melhor os objetos. Além disso, a espera para ver os resultados nos ajuda a desacelerar nesses tempos de ansiedade elevada”, destacou Danilo Rodrigues, um dos participantes da oficina.

Convergência entre o antigo e o moderno

Além de resgatar um processo histórico, o projeto estimula o diálogo com as novas tecnologias e a acessibilidade por meio de uma parceria com o Labtec 3D, iniciativa criada pelo também professor da UFT, Warley Gramacho. O Labtec vai reproduzir em 3D as fotografias realizadas pelo projeto e que vão compor uma exposição sobre o Festival do Circo de Taquaruçu. “Essas fotografias táteis permitirão a acessibilidade de pessoas cegas e, depois, vão servir de material didático para futuros alunos cegos da UFT”, explicou Warley Gramacho.

A exposição será realizada durante o Festival de Circo de Taquaruçu, que, este ano, ocorre entre os dias 2 e 5 de julho, no distrito palmense. Saiba mais sobre o projeto via Instagram (@lab.foto.analogica.uft), disponível aqui: https://www.instagram.com/lab.foto.analogica.uft?igsh=MWpoNTJjZmh4N2NybA==