
A corrida pelas duas vagas do Tocantins no Senado já movimenta milhões de reais em recursos repassados por partidos. Entre os candidatos que apresentaram prestação de contas à Justiça Eleitoral, Eduardo Gomes (PL) aparece com o maior volume recebido até agora: R$ 2,03 milhões.
Na sequência está Paulo Mourão (PT), com pouco mais de R$ 1,58 milhão. Carlos Gaguim (União Brasil) já recebeu R$ 1 milhão, enquanto Eli Borges (Republicanos) contabiliza cerca de R$ 792,6 mil.
Os quatro, juntos, somam aproximadamente R$ 5,41 milhões em doações partidárias.
A diferença aumenta quando comparados aos demais candidatos que já apresentaram informações à Justiça Eleitoral. Ronaldo Dimas (Podemos) e Alexandre Guimarães (MDB), por exemplo, não têm recursos partidários relacionados entre os valores informados no levantamento.
Eduardo Gomes passa dos R$ 2 milhões
Eduardo Gomes lidera o ranking com R$ 2.030.000 em doações de partidos, correspondentes a 97,36% das receitas informadas.
A prestação também registra R$ 2.560 provenientes de financiamento coletivo.
Paulo Mourão recebeu R$ 1,58 milhão
Paulo Mourão aparece na segunda posição, com R$ 1.588.286,27 em recursos partidários, equivalentes a 91,37% das receitas declaradas.
O candidato também colocou R$ 150 mil em recursos próprios na campanha, correspondentes a 8,629%.
Gaguim tem R$ 1 milhão
Carlos Gaguim registra R$ 1 milhão em doações partidárias, ou 98,04% dos recursos informados.
Além do dinheiro proveniente do partido, foram declarados R$ 20 mil em recursos próprios, que representam 1,961%.
Eli Borges se aproxima de R$ 800 mil
Eli Borges recebeu R$ 792.602,93 em doações partidárias, o quarto maior montante entre os candidatos com prestação disponível.
Os repasses partidários representam 94,85% das receitas. Outros R$ 43 mil são recursos próprios do candidato.
Dimas e Alexandre não registram repasses de partidos nos dados informados
Ronaldo Dimas registra R$ 43 mil em doações de pessoas físicas e R$ 3 mil em recursos próprios. Também constam R$ 3 mil referentes à doação de bens móveis ou imóveis. Entre os valores apresentados no levantamento, não há doação partidária informada.
Já Alexandre Guimarães declarou R$ 25 mil em recursos próprios e R$ 10 mil em doações de pessoas físicas. Também aparecem R$ 25 mil em recursos estimáveis. Como recursos estimáveis não necessariamente representam dinheiro novo disponível em caixa, esse valor deve ser observado separadamente das receitas financeiras.
Veja o ranking dos recursos partidários
Considerando exclusivamente os valores classificados como doações de partidos, do maior para o menor, o cenário informado até agora é:
| Candidato ao Senado | Doações de partidos |
|---|---|
| Eduardo Gomes | R$ 2.030.000,00 |
| Paulo Mourão | R$ 1.588.286,27 |
| Carlos Gaguim | R$ 1.000.000,00 |
| Eli Borges | R$ 792.602,93 |
| Ronaldo Dimas | R$ 0,00* |
| Alexandre Guimarães | R$ 0,00* |
| Vanderlei Luxemburgo | Sem prestação apresentada |
| Professor Osvaldo | Sem prestação apresentada |
| Osvany Luz | Sem prestação apresentada |
| Nilton Santos | Sem prestação apresentada |
| Helio Rodrigues Bolsonaro | Sem prestação apresentada |
| Fábio Ribeiro | Sem prestação apresentada |
| Apóstolo Flávio Braga | Sem prestação apresentada |
*Não há doação de partidos entre os valores informados no levantamento fornecido.
Outros sete candidatos: Vanderlei Luxemburgo, Professor Osvaldo, Osvany Luz, Nilton Santos, Helio Rodrigues Bolsonaro, Fábio Ribeiro e Apóstolo Flávio Braga, aparecem sem prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral até o momento do levantamento.
A ausência da prestação não significa que eles necessariamente estejam fazendo campanha sem recursos, mas que ainda não há dados apresentados que permitam comparar a origem e o volume das receitas com os demais concorrentes.
Os números são um retrato do momento e podem mudar ao longo da campanha, conforme novos repasses partidários, doações e outras receitas forem declarados à Justiça Eleitoral.