Gazeta Eleições 2026
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Em manifestação oficial, instituto afirma ser vítima de “ilícita manipulação” e “disseminação de informação fraudulenta”; TRE-TO já havia determinado a quebra de sigilo de perfis propagadores

O instituto Paraná de Pesquisas confirmou à Justiça Eleitoral que os números divulgados nas redes sociais sobre o cenário eleitoral no Tocantins são falsos. Em manifestação e defesa apresentada no processo que apura o vazamento do levantamento suspenso (TO-04463/2026) na quarta-feira, 10 de junho, a empresa declarou que os dados propagados não correspondem aos apurados, configurando fraude, e ressaltou que o próprio instituto é vítima da irregularidade.

No documento, já em tramitação no TRE-TO (Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins), o instituto negou qualquer vazamento e utilizou termos contundentes para atestar a falsificação. “Nenhum desses perfis pertence ou possui qualquer conexão com o Representado Instituto Paraná de Pesquisas, nem mesmo retrata a veracidade de qualquer levantamento de dados feito, pois os dados reais destoam dos divulgados, tratando-se de ilícita manipulação da imagem do Representado para a disseminação de informação fraudulenta sobre pesquisa que jamais foi divulgada”.

Sigilos quebrados
A confirmação da fraude reforça as medidas recentes adotadas contra a desinformação no Estado. O TRE-TO já havia determinado a quebra de sigilo de quatro perfis envolvidos na propagação do material e solicitou a investigação dos responsáveis por disseminar os números falsos.

Nessa decisão, foram atingidos os seguintes perfis de Instagram: @fiscaisdopovodno, @brasildagenteofc e @miracemaurgente, bem como o perfil no X do ex-prefeito de Pedro Afonso Tom Belamino (@TomBelarmino). Os autos sobres todos eles irão ao Ministério Público Eleitoral (MPE) que poderá solicitar multas de mais de R$ 100 mil e pedidos de prisão.

Comprovação da montagem
Para comprovar a montagem, o Paraná Pesquisas detalhou à Justiça que a forma da divulgação destoa daquela empregada oficialmente pela empresa. A peça aponta que as publicações irregulares contêm a bandeira do Estado e exibem números redondos. A defesa explicou que essa é uma “prática também não utilizada, pois o instituto sempre retrata o dado real sem arredondamento, com uma casa decimal”.

Apenas propagadores devem ser punidos
Por fim, a empresa assegurou que os resultados verdadeiros permanecem em absoluto sigilo dentro de seu sistema interno, com acesso restrito apenas à estatística responsável. Diante da comprovação de que os números divulgados por terceiros são inventados, o instituto pediu a improcedência da representação contra si e destacou que a punição deve recair, exclusivamente, “sobre aqueles que, ilicitamente, se utilizaram desses dados falsos”.

Confira a manifestação do Paraná Pesquisas na íntegra.