Dhieine Caminski
Dhieine Caminski

A ex-secretária de Saúde de Palmas Dhieine Caminski teve a prisão derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (2). A defesa aguarda agora a comunicação oficial da decisão ao Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) e à primeira instância para que seja expedido e cumprido o alvará de soltura.

Dhieine estava presa no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades no contrato de R$ 139,1 milhões firmado para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.

À Gazeta do Cerrado, o advogado Maurício Haeffner, responsável pela defesa da ex-secretária, afirmou que recebeu a decisão do STJ com satisfação e sustentou que a prisão era ilegal.

“Estamos muito satisfeitos com a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Acreditamos que foi corrigida uma grave ilegalidade que existia na situação da ex-secretária”, afirmou.

Segundo Haeffner, a defesa aguarda agora os trâmites necessários para efetivar a saída de Dhieine da prisão.

“Agora nós só aguardamos as publicações oficiais para comunicação aqui no Tribunal e ao juízo de primeiro grau, para cumprimento e expedição do alvará de soltura”, explicou.

O advogado acrescentou que, com a questão da prisão definida, a estratégia passa a se concentrar no andamento da ação e na contestação das acusações.

“Agora é aguardar o desenrolar dos atos processuais. Ela vai fazer a defesa dela e as coisas, com certeza, serão esclarecidas da melhor forma possível. Acreditamos na Justiça”, declarou Haeffner.

Andreis também teve prisão substituída

A decisão envolvendo Dhieine ocorre no mesmo dia em que o STJ também concedeu habeas corpus de ofício ao ex-assessor especial de Planejamento Estratégico em Saúde Andreis Vicente da Costa, outro investigado no caso.

No caso dele, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica, proibição de frequentar prédios públicos do Município de Palmas e de manter contato com outros investigados, corréus, testemunhas e servidores relacionados ao processo.

Com as novas decisões, dois dos nomes que estavam presos na investigação sobre a gestão das UPAs conseguiram deixar a prisão por determinação do STJ nesta quarta-feira.

As decisões tratam da necessidade de manutenção das prisões preventivas e não representam absolvição nem encerramento da ação penal. As acusações relacionadas ao contrato das UPAs continuam sendo discutidas judicialmente.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins