
O empresário Wilfredo Akira Miamura, de 49 anos, morreu nesta quinta-feira (28) após sofrer complicações de saúde enquanto estava custodiado na Unidade Penal Regional de Palmas. Ele cumpria pena pela condenação no assassinato de Leonam Fernandes Alves, crime registrado em um ferro-velho na zona rural da capital.
Conforme informações da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), servidores da unidade acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) depois que o detento passou mal dentro do presídio.
Segundo a pasta, Wilfredo já apresentava quadro de parada cardiorrespiratória no momento em que recebeu os primeiros socorros. Ele foi levado ao Hospital Geral de Palmas (HGP), onde sofreu uma nova parada cardiorrespiratória durante o atendimento médico.
A equipe multiprofissional realizou manobras de reanimação, mas o empresário não resistiu e morreu no hospital.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Palmas, procedimento padrão em casos de mortes de pessoas sob custódia do Estado. Exames preliminares não identificaram sinais de violência.
Os órgãos estaduais aguardam agora a conclusão dos laudos médicos e relatórios técnicos que irão apontar oficialmente a causa da morte.
Condenação
Wilfredo Akira Miamura havia sido condenado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas pela morte de Leonam Fernandes Alves.
Após a decisão dos jurados, o juiz Cledson José Dias Nunes fixou a pena em 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime inicialmente fechado. A sentença também determinou o pagamento de indenização de R$ 100 mil à família da vítima por danos morais.
O empresário ainda teve negado o direito de recorrer em liberdade.
Relembre o caso
O crime aconteceu após uma discussão envolvendo o descarte de carcaças de veículos em um terreno vizinho ao ferro-velho da família de Wilfredo, localizado próximo à Unidade Penal de Palmas, na saída para Aparecida do Rio Negro pela TO-020.
Segundo a Polícia Militar, os irmãos Leonam Fernandes Alves e Edimar Fernandes Alves questionaram o empresário sobre o despejo de sucatas no local onde Edimar trabalhava como zelador.
Durante o desentendimento, o filho de Wilfredo teria buscado armas no ferro-velho e entregue uma pistola ao pai. As investigações apontaram que o empresário efetuou dois disparos, sendo que um deles atingiu o pescoço de Leonam.
Após o homicídio, Wilfredo fugiu em uma caminhonete branca. O caso foi investigado e posteriormente julgado pelo Tribunal do Júri.