José Gomes de Araujo desapareceu no dia 19 de abril — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
José Gomes de Araujo desapareceu no dia 19 de abril — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

A angústia da família do taxista José Neto Gomes de Araújo, de 37 anos, aumenta a cada dia. Passados mais de 40 dias desde o desaparecimento, nenhuma pista concreta sobre o paradeiro do morador de Paraíso do Tocantins foi encontrada, e os familiares seguem aguardando respostas.

José foi visto pela última vez em 19 de abril, quando esteve no balneário Cachorra, localizado entre os municípios de Paraíso e Monte Santo do Tocantins. Desde então, não fez mais contato com parentes nem retornou para casa.

O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros nos dias seguintes ao desaparecimento. As buscas se concentraram tanto na área de mata próxima ao balneário quanto em trechos dentro da água, após relatos de que o taxista teria entrado em uma região de vegetação e não sido mais visto. Sem indícios que levassem ao paradeiro da vítima, os trabalhos acabaram sendo suspensos.

Enquanto as investigações seguem, a família convive com a incerteza e o sofrimento. Pai de José, Antônio Gomes afirma que não perde a esperança de descobrir o que aconteceu com o filho.

“Até agora meu filho não voltou para casa. É demais para um pai e uma mãe passar por uma situação dessas. Não vamos desistir enquanto a verdade não aparecer”, desabafou.

Conhecido em Paraíso, José Neto trabalhava como taxista ao lado do pai no ponto da rodoviária da cidade. O desaparecimento repentino causou comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão.

A Polícia Civil abriu investigação e o caso está sob responsabilidade da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Paraíso do Tocantins. No início de maio, investigadores informaram que pessoas ligadas ao caso estavam sendo ouvidas para auxiliar na apuração.

A família também relata preocupação após tomar conhecimento da soltura de uma pessoa que chegou a ser apontada como suspeita durante as investigações.

“Estamos aqui com essa aflição. Cada dia que passa a gente fica mais inconformado”, afirmou Antônio.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou novas informações sobre o andamento da investigação nem sobre possíveis linhas de apuração relacionadas ao desaparecimento.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins