
Quatro pessoas foram presas no Tocantins durante uma operação nacional que investiga uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, invasão de dispositivos informáticos e lavagem de dinheiro. A ação foi realizada na manhã desta terça-feira (19) pelas Polícias Civis do Tocantins e de Goiás, nos municípios de São Miguel do Tocantins e Maurilândia do Tocantins.
A operação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás (DERCC/GO) e teve como objetivo desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes bancários por meio de páginas falsas de instituições financeiras digitais.
No Tocantins, os trabalhos foram conduzidos pelo delegado Antônio Bandeira, titular da 16ª Delegacia de Polícia de São Miguel do Tocantins. Foram cumpridos quatro mandados de prisão contra investigados de 24, 27, 31 e 35 anos.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam técnicas de phishing bancário, criando sites falsos impulsionados por anúncios patrocinados em plataformas de busca. Dessa forma, os links fraudulentos apareciam entre os primeiros resultados exibidos às vítimas.
Ao acessarem as páginas falsas, os usuários inseriam dados bancários e validavam QR Codes aparentemente legítimos. Com isso, os suspeitos conseguiam capturar as informações em tempo real e realizar transferências via PIX e outras movimentações financeiras indevidas.
As apurações também identificaram que a organização criminosa possuía divisão de funções, com núcleos específicos voltados à fraude tecnológica, movimentação financeira e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a operação resultou na prisão de 13 pessoas em todo o país — sendo 11 por mandados preventivos e duas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores.
As ações ocorreram simultaneamente nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Durante as diligências, foram apreendidos cerca de 10 quilos de substância análoga à maconha, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que devem auxiliar no avanço das investigações.