
A defesa da secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, busca na Justiça a revogação da prisão preventiva decretada durante a operação que investiga supostas irregularidades em um contrato de R$ 139 milhões firmado pela prefeitura com a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. Entre os pedidos apresentados está a transferência da gestora para uma cela no Quartel do Comando-Geral (QCG) da Polícia Militar.
Dhieine foi presa na manhã desta quarta-feira, 10, durante uma nova fase das investigações conduzidas pela Polícia Civil. Segundo os investigadores, elementos reunidos após uma operação realizada em maio apontam que alguns dos envolvidos teriam tentado ocultar informações e alinhar versões que seriam apresentadas em depoimentos.
A secretária já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão no dia 21 de maio, quando a polícia cumpriu diligências relacionadas ao contrato firmado sem licitação para a administração de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
Além dela, foi preso o servidor da Secretaria Municipal de Saúde, Andreis Vicente da Costa. De acordo com a investigação, ele é suspeito de ter sido beneficiado no contexto do contrato. A polícia apura a locação de um veículo de luxo, com custo superior a R$ 9,5 mil por mês e valor total estimado em mais de R$ 200 mil durante dois anos. O contrato teria sido firmado dois dias antes da formalização da dispensa de licitação que resultou na contratação da entidade.
Os investigadores também tentam localizar a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, considerada foragida. Ela é apontada como possível intermediária das negociações e, segundo a polícia, seria a responsável pelo veículo que está no centro das apurações.
A Polícia Civil sustenta que as prisões foram solicitadas após a obtenção de novos elementos que indicariam risco à produção de provas e ao andamento das investigações.
O contrato investigado prevê o gerenciamento de duas UPAs de Palmas pela Santa Casa de Misericórdia de Itatiba e movimenta cerca de R$ 139 milhões.