
Um homem de 32 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 22, suspeito de matar Aderailton Pereira Moura, de 45 anos, no centro de Peixe. A vítima foi baleada na cabeça na noite de 14 de outubro, em frente à própria residência, onde também funcionava uma borracharia.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, identificado pelas iniciais G.B.S., chegou de bicicleta por volta das 21h36 e chamou Aderailton pelo nome. Quando a vítima apareceu no portão, foi atingida pelo disparo. Ele foi socorrido ao Hospital Municipal de Peixe, mas morreu horas depois.
Imagens de câmeras de segurança permitiram aos investigadores reconstruir o trajeto percorrido pelo suspeito antes e depois do homicídio. Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva e autorização para buscas na casa do investigado. Os pedidos foram aceitos.
A prisão ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, na BR-242, a cerca de cinco quilômetros de Peixe, quando o homem retornava da zona rural. A ação foi realizada pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da 8ª Divisão Especializada de Investigação Criminal de Gurupi.
Suspeito alegou vingança
De acordo com a Polícia Civil, o investigado confessou o homicídio durante a abordagem e afirmou que agiu por vingança, alegando ter sido agredido anteriormente por Aderailton. Ele também disse que descartou a arma utilizada no Rio Tocantins.
Na residência do suspeito, os policiais apreenderam uma bicicleta, um boné vermelho e uma camiseta que, conforme a investigação, aparecem nas imagens da noite do crime. Um celular também foi recolhido e será analisado.
Investigado cumpria pena em regime aberto
Segundo a polícia, o homem possui condenações por roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Na época do homicídio, cumpria pena em regime aberto, em prisão domiciliar.
A corporação informou que o investigado estava com os direitos políticos suspensos em razão das condenações, condição confirmada pela 20ª Zona Eleitoral de Peixe. Por esse motivo, segundo a polícia, ele não estava abrangido pela restrição à prisão de eleitores durante o período eleitoral.
Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado à Unidade Penal Regional de Gurupi. O inquérito segue em andamento.