
Maju Cotrim
Subestimar a imprensa no Tocantins em período eleitoral é mais do que arrogância: é falta de leitura política.
Quem não constrói narrativa com base em informação, perde espaço e perde credibilidade.
Tem político tratando comunicação como estética. Mas eleição não é filtro de Instagram. É narrativa, é consistência, é informação. E nisso, o jornalismo segue sendo central.
No Tocantins, quem ignora o peso da imprensa nas eleições está ignorando o próprio eleitor. Porque é através da informação que o voto se forma ou se perde.
Não adianta querer ser conhecido sem ser compreendido. E quem traduz política com profundidade ainda é o jornalismo. Pré-campanha sem isso é só barulho.
A ausência de conteúdo jornalístico em algumas pré-campanhas revela um problema grave: muitos querem visibilidade, poucos estão preparados para o escrutínio público.
Política sem informação vira propaganda vazia que não sustenta projeto político, muito menos confiança.
Quem não entende o papel da imprensa nas eleições, não entendeu o básico da democracia. Simples assim.
Pré-campanha forte não é a que aparece mais. É a que informa melhor, posiciona com clareza e sustenta discurso. E isso passa, inevitavelmente, pelo jornalismo.

Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!