
O candidato ao Senado Ronaldo Dimas (Podemos) criticou o que considera um excesso de protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) e um desequilíbrio entre os Poderes no Brasil. Em fala a produtores rurais no Sindicato Rural de Araguaína, ele chamou atenção para o fato de ministros do Supremo serem amplamente conhecidos pela população, enquanto integrantes do governo federal responsáveis pela execução de políticas públicas têm muito menos visibilidade.
“Quando a gente tá num país onde todo mundo sabe quem é ou o nome de ministros do Supremo Tribunal Federal, mas se perguntar nome de ministro que seria responsável pela execução vai ser difícil lembrar”, afirmou Dimas. Para ele, é inadmissível que ministros que deveriam ser juízes e discretos tenham mais destaque que os responsáveis por coordenar as políticas públicas. “Ministro do STF todo mundo conhece; ministro do governo, não”, reforçou.
Para o candidato, a situação é um sinal de que “as coisas estão muito equivocadas nesse país”. Ele defendeu que o Senado exerça com mais firmeza sua atribuição de buscar equilíbrio e harmonia entre os Poderes.

Defesa do setor produtivo
Dimas também relacionou a crítica ao cenário econômico, citando juros elevados, recuperação judicial de empresas e dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo. Ao pedir o apoio dos produtores rurais à sua candidatura, afirmou que a renovação de duas cadeiras do Tocantins no Senado torna a eleição especialmente importante para quem deseja mudanças na relação entre as instituições nacionais.
A manifestação ocorreu durante reunião com o setor produtivo que contou com a participação da sua candidata a governadora, Professora Dorinha (União Brasil), do prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (União Brasil), do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), do deputado federal Tiago Dimas (Podemos), além de dirigentes do Sindicato Rural e produtores. No encontro, também foram debatidos temas como segurança jurídica no campo, regularização fundiária, logística, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
Texto: Assessoria Ronaldo Dimas