Empresa recebe aval federal para explorar água mineral em área de 48 hectares no Bico do Papagaio

Uma área de 48,53 hectares em São Bento do Tocantins, no Bico do Papagaio, poderá ser explorada para produção de água mineral. A empresa responsável pelo projeto recebeu do Ministério de Minas e Energia o direito de lavra, uma das principais autorizações necessárias para transformar a fonte em uma operação comercial.

A concessão para a Fonte de Água Mineral Sampaio Ltda. foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 31, e integra o processo minerário nº 48073.864080/2020-59.

O projeto não começa do zero. Antes da autorização federal, a empresa já havia avançado no licenciamento ambiental no Tocantins e pretende instalar uma unidade industrial na zona rural do município.

Indústria terá mais de 2,7 mil m²

Em fevereiro deste ano, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) concedeu licença para a instalação do empreendimento às margens da TO-134, no km 30.

O projeto prevê uma indústria de pequeno porte com 2.741,06 metros quadrados de área construída. A unidade ficará na Fazenda Sampaio III, onde registros anteriores já apontavam pedidos de licenciamento para atividades ligadas à indústria e à mineração.

A Licença de Instalação nº 6/2026 foi emitida em 24 de fevereiro e permanece válida até 14 de outubro de 2027.

O processo citado na licença ambiental é o mesmo que recebeu agora a concessão do Ministério de Minas e Energia.

O que muda com a nova autorização

Embora normalmente seja associada ao setor de alimentos e bebidas, a água mineral é tratada legalmente como recurso mineral. Por isso, a retirada para exploração econômica depende de concessão da União e fica sujeita ao acompanhamento da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Com a publicação desta segunda-feira, o processo será encaminhado à ANM para as próximas providências administrativas.

A concessão representa um avanço importante para o empreendimento, mas não significa que o engarrafamento e a comercialização possam começar imediatamente. A empresa ainda precisa atender às demais exigências ambientais, minerais, sanitárias e administrativas necessárias para colocar a indústria em funcionamento.

Também ainda não é possível dimensionar o impacto econômico do projeto para São Bento do Tocantins. Os documentos divulgados não informam quanto será investido, quantos empregos deverão ser criados, a capacidade de produção da indústria nem o volume de água autorizado para exploração.

Também não há, até o momento, uma data informada para o início da produção comercial.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins