Oito anos sem respostas: Família de Moisés Costa cobra resultados da investigação do crime: “aguardamos justiça”

Neste domingo, 30 de agosto, o assassinato do ex-prefeito de Miracema do Tocantins, Moisés Costa, conhecido como Moisés da Sercon, completa oito anos sem uma resposta definitiva. Em manifestação pública, Fidel Costa, irmão do ex-gestor, voltou a cobrar celeridade, transparência e a identificação dos verdadeiros responsáveis pelo crime ocorrido em 2018.

“São oito anos cobrando. Oito anos acompanhando. Oito anos esperando por justiça”, declarou Fidel.

Segundo ele, a família acompanha o caso desde o início, mas ainda convive com dúvidas e com a falta de uma conclusão. Fidel ressaltou que os familiares não querem que pessoas inocentes sejam responsabilizadas, mas esperam que os verdadeiros culpados sejam identificados e punidos conforme a lei.

O irmão do ex-prefeito também criticou o uso político do nome de Moisés durante o período eleitoral. Para Fidel, enquanto a memória do ex-gestor é utilizada para conquistar votos, não existe a mesma disposição política para colaborar com o esclarecimento do assassinato.

“É revoltante constatar que, em ano eleitoral, o nome de Moisés é usado para angariar votos, mesmo após sua morte. No entanto, não vemos a mesma disposição política para ajudar a resolver o caso”, afirmou.

Na manifestação, Fidel direcionou a cobrança ao Ministério Público e aos órgãos de investigação, especialmente à Secretaria da Segurança Pública. Ele defendeu que as instituições têm a obrigação de apresentar uma resposta tanto à família quanto à sociedade de Miracema.

“A ausência de uma conclusão prejudica a credibilidade da Justiça e deixa uma mancha que precisa ser reparada”, declarou.

Fidel reconheceu que abordar o assassinato do irmão, mesmo depois de oito anos, continua sendo doloroso, mas considerou necessário manter a cobrança pública. Ele afirmou ainda que a demora no esclarecimento do caso aumentou a descrença da família na Justiça tocantinense.

Em uma das declarações mais contundentes do texto, Fidel disse que a falta de respostas passa a impressão de que alguém poderoso estaria sendo protegido. A afirmação representa uma suspeita levantada pelo familiar, sem comprovação apresentada na manifestação.

“Transparece publicamente que estão protegendo alguém muito poderoso. As autoridades competentes não parecem nada interessadas em resolver, de fato, este caso”, afirmou.

Ao encerrar o texto, assinado em Miracema do Tocantins, Fidel Costa reforçou o apelo que acompanha a família desde 2018: “Aguardamos Justiça.”