
Maju Cotrim
Chegou ao Senado nesta quinta-feira (28) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, permitindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados. A PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1, hoje definida em 44 horas semanais de trabalho para um dia de folga, foi aprovada por ampla maioria na quarta-feira (27), em dois turnos, pela Câmara dos Deputados.
A proposta é que a carga horária seja reduzida em um período de transição de 14 meses, sem que haja qualquer redução de salário.
O senador e vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, se manifestou em entrevista exclusiva à Gazeta do Cerrado na manhã desta sexta-feira, 29, sobre a votação da PEC da escala 6 por 1. A pauta ainda chegará ao Senado após ser aprovada por ampla maioria na Câmara Federal. A discussão ainda começará no Senado.
“Não sou radical e também não sou insensível. Vou votar pela melhor proposta, o que não quer dizer que eu não analise todas as outras. Não tenho procedimento legislativo de radicalismo e não tenho prática de me negar ao diálogo”, deixou claro.
Ele afirmou como pretende proceder: “Vou analisar e, sem nenhum problema, tomar a melhor medida para o trabalhador e manter emprego e renda”, disse.
Gomes relembrou grandes pautas de cunho social e até cultural que passaram pelo Senado e que ele sempre conduziu com diálogo e transparência. “Nas matérias mais progressistas e de maiores avanços em várias setores sempre votei de maneira muito aberta e sempre tive aberto ao bom debate de qualidade e continuarei fazendo dessa forma”, disse.
“Há um apelo e um desejo de grande parte da sociedade de debater o assunto eu vou votar pela melhor proposta, não quer dizer que eu não analise todas as outras assim como eu fiz quando foi a minha luta pela Lei Aldir Blanc, que é reconhecida até por todos a oposição, e quando eu fui relator da Paulo Gustavo. Eu não tenho procedimento legislativo de radicalismo agora, também não tenho eu não tenho a prática de me negar ao diálogo e ao debate para tomar a melhor medida. Eu vou analisar e, sem nenhum problema, tomar a medida que seja melhor para o trabalhador, que seja melhor para manter emprego e renda e para desenvolver meu estado”, reafirmou.