
O Brasil alcançou 168,7 milhões de usuários de internet em 2025, o equivalente a 90,5% da população com 10 anos ou mais, estimada em 186,4 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (2/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
É a primeira vez que o percentual ultrapassa a marca dos 90%, embora ainda existam diferenças entre áreas urbanas e rurais: o acesso chega a 91,5% nas cidades e a 83% no campo.
A expansão no meio rural tem sido significativa nos últimos anos. Em 2016, apenas 66% da população rural tinha acesso à internet, contra 71,3% na área urbana. Naquele período, a diferença entre os dois grupos era quase o dobro.
O avanço também é expressivo entre pessoas com 60 anos ou mais. Entre 2019 e 2025, o uso da internet nesse grupo cresceu 29,6 pontos percentuais, passando de 44,9% para 74,5%. Ainda assim, os idosos seguem como o grupo com menor índice de conectividade.
No recorte por idade, os dados mostram: 84,4% entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos e 74,5% entre pessoas com 60 anos ou mais utilizam a internet.
Principais usos da internet no Brasil:
- Chamadas de voz ou vídeo: 95,3%
- Mensagens por aplicativos: 90,2%
- Assistir a vídeos, séries e filmes: 89,3%
- Redes sociais: 84,9%
- Música, rádio ou podcast: 83,7%
- Serviços bancários: 74,2%
- Notícias e leitura: 69%
- E-mail: 61,2%
- Compras online: 52,7%
- Serviços públicos: 41,1%
- Jogos: 29,8%
- Venda de produtos: 11,6%
Televisão
O levantamento do IBGE também mostra que a televisão segue presente em 93,9% dos domicílios brasileiros, totalizando cerca de 75,1 milhões de lares em 2025. O percentual se manteve estável em relação a 2024, embora tenha havido aumento em números absolutos.
Ainda assim, 4,9 milhões de domicílios (6,1%) não possuem aparelho de TV. A renda média mensal per capita nesses lares é de R$ 1.435, enquanto nos domicílios com televisão é de R$ 2.325.
A TV por assinatura continua em queda, presente em 23,5% dos domicílios, ante 24,3% no ano anterior. Já o acesso a serviços de streaming segue em crescimento, passando de 43,4% para 44,4% dos lares.
Também chama atenção o aumento de domicílios sem recepção de sinal de TV aberta ou fechada, que mais que dobrou entre 2022 e 2025, chegando a 5,6 milhões de residências.