Caminhada por Morgana reúne multidão em pedido por justiça e pelo fim da violência contra a mulher

A sociedade portuense se reuniu na tarde desta sexta-feira, 31, em uma grande mobilização em homenagem a Morgana Vieira Monteiro e em defesa da vida das mulheres. Com apoio da Prefeitura de Porto Nacional por meio da secretaria da mulher, desenvolvimento humano e juventude e demais secretarias.  Ato Público por Morgana e Contra o Feminicídio teve concentração às 16h na Praça do Centenário, reunindo representantes do poder público, instituições, movimentos sociais, coletivos de mulheres e a comunidade em um momento de memória, conscientização e fortalecimento da luta pelo enfrentamento ao feminicídio.

Caminhada e manifestações marcam a mobilização

Após a concentração na Praça do Centenário, os participantes seguiram em caminhada pela Avenida Joaquim Aires, o percurso contou com carro de som, manifestações e falas de representantes de instituições e organizações da sociedade civil. A programação seguiu com falas de autoridades, onde foram realizadas manifestações públicas, encerrando no Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização e combate ao feminicídio.

Homenagem e conscientização

Durante o ato, foi realizada a leitura de uma breve biografia de Morgana Vieira Monteiro, seguida de uma homenagem em sua memória. Também estiveram previstas falas de representantes da rede de proteção às mulheres, instituições públicas, movimentos sociais e convidados de Porto Nacional e Palmas. Como forma de simbolizar a paz, a esperança e a luta pelo fim da violência contra as mulheres, os participantes foram convidados a utilizar roupas nas cores branca e lilás, além de levarem faixas, cartazes e balões.

Autoridades reforçam compromisso

O prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, marcou presença e reforçou o compromisso da gestão municipal com a promoção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento da rede de atendimento. “ Nós sabemos que o poder público tem um papel importante nesse processo, mas também a gente precisa usar a consciência da sociedade, essa questão também de transmitir essa cultura de amor, de algo realmente que possa também ter essa defesa, mas também o respeito pela vida.”

A secretária municipal da Mulher, Desenvolvimento Humano e Juventude, Thayse Ribeiro, enfatizou que o combate ao feminicídio deve ser uma pauta permanente, indo além das ações desenvolvidas durante o Agosto Lilás. “ É um momento também de refletirmos o que o poder público, o que as entidades, o que a sociedade no geral tem feito também para fortalecer essas políticas públicas do território, para amparar as mulheres que tão necessitam. E o que nós desejamos é que todas nós mulheres possamos, em uma única voz, Uma única voz. Gritar por paz, por segurança.”

A vice-prefeita de Tocantínia e irmã de Morgana, Jordana Vieira, emocionou os presentes ao falar sobre a memória da enfermeira e cobrar justiça e medidas efetivas para prevenir novos casos de feminicídio. “E eu trago comigo um sentimento ainda de repúdio por essa atitude violenta. E através da situação que houve com a Morgana, eu continuarei lutando pelo legado dela e por das nossas mulheres também, em proteção. contra a violência feminina, contra o feminicídio.”

A vice-presidente da OAB Subseção de Porto Nacional, Dannyela Azevedo, representou a Ordem dos Advogados do Brasil e destacou o papel da advocacia na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica. “ A OAB como representantes da sociedade civil e defensora do direito e da justiça, especialmente do acesso à justiça, não poderia se ausentar. Essa caminhada aqui, mais que um ato de protesto, ela tem que ser um convite, um chamado à sociedade para agirmos. para que as políticas públicas tão ditas, importantes, sejam eficazes.”

A representante do Coletivo de Mulheres em Movimento, Professora Conceição, trouxe a voz dos movimentos sociais, cobrando políticas públicas mais eficazes e a efetivação de ações que garantam a segurança e a dignidade das mulheres.” Nós estamos aqui hoje, o coletivo de mulheres, nos juntando a outras vozes da sociedade para exigir que parem de nos matar. E nós queremos aqui reivindicar publicamente nesse ato é que a Delegacia da Mulher seja um espaço para as mulheres e atenda 24 horas por dia, que ela esteja de prontidão.”

Mobilização reúne diversas instituições

O ato contou com a participação de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, Polícias Civil e Militar, Guarda Municipal, Câmara Municipal, OAB, Hospital Regional, UPA, Maternidade, secretarias municipais, universidades, institutos de ensino, conselhos municipais, igrejas, entidades representativas, movimentos sociais e coletivos de mulheres de Porto Nacional e Palmas. A ampla participação das instituições reforçou a importância da atuação integrada no enfrentamento à violência contra as mulheres e no fortalecimento das políticas públicas de proteção.

Compromisso que vai além do Agosto Lilás

Durante a organização da mobilização, os participantes reafirmaram que o enfrentamento à violência contra as mulheres deve ser permanente, também foi destacada a necessidade de fortalecer a rede de proteção e de incentivar a participação de homens aliados, reconhecendo que o combate ao feminicídio é uma responsabilidade de toda a sociedade.