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A Comunidade Quilombola do Morro de São João, localizada no município de Santa Rosa do Tocantins, pede socorro diante da grave crise no abastecimento de água. A empresa Hidroforte, responsável pela concessão do serviço por 30 anos no município, está há mais de um mês sem fornecer água de forma regular à comunidade.

A situação tem causado sérios prejuízos às famílias, que dependem da água para o consumo diário, para os cuidados com os animais e para a manutenção das pequenas plantações, principal fonte de sustento de muitos moradores. Mesmo sem o fornecimento adequado, as contas continuam chegando. Há casos de moradores que receberam cobranças superiores a R$ 300, enquanto permanecem sem acesso à água. Além disso, existe a preocupação de que a falta de pagamento dessas contas possa gerar protestos e restrições aos consumidores.

O problema se torna ainda mais grave neste período do ano. A partir da segunda quinzena de julho, a comunidade recebe centenas de familiares que retornam às suas origens para participar do tradicional Festejo de Nossa Senhora Sant’Ana, a maior manifestação religiosa e cultural da comunidade quilombola. Nesse período, a população da comunidade praticamente triplica, justamente quando o abastecimento de água deveria estar garantido.

Hoje, moradores enfrentam dificuldades para beber água, cozinhar, realizar tarefas básicas, cuidar dos animais, irrigar pequenas plantações e preparar as casas do imperador, da imperatriz e das demais famílias que recebem visitantes e fiéis durante os festejos.

A água é um direito essencial e indispensável à vida. Diante desse cenário, a Comunidade Quilombola do Morro de São João pede um posicionamento urgente da Hidroforte e das autoridades competentes para que o abastecimento seja restabelecido imediatamente, evitando que a situação se agrave ainda mais durante um dos períodos mais importantes para a comunidade.

Veja a denúncia feita pelos líderes á Gazeta:

https://www.instagram.com/reel/Dang4ozOCsD/?igsh=dms0YzFuOHhrY242