Em coletiva, governador chama emendas a MPs de “maldosas”, aponta impacto de R$ 74 milhões e dispara contra deputados: “Não é porque gostam dos servidores, é porque pensam em atrapalhar o governo”

O governador Wanderlei Barbosa subiu o tom contra decisões recentes da Assembleia Legislativa e afirmou que propostas aprovadas ou em tramitação podem gerar impacto negativo nas contas públicas e no setor produtivo. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 16.

Segundo ele, há iniciativas no Legislativo que ultrapassam os limites legais ao criar despesas para o Executivo. “O parlamentar não pode fazer emenda que finalize com despesas para o Executivo pagar. Isso é inconstitucional”, disse. Na avaliação do governador, esse tipo de medida não atende aos interesses dos servidores, mas pode ter motivação política. “Não é porque gostam dos servidores, é porque pensam em atrapalhar o governo”, afirmou.

A fala ocorre em meio a um cenário de tensão entre Executivo e Legislativo, agravado pela demora na análise de matérias consideradas estratégicas pelo governo entre elas, a autorização para uso de R$ 56 milhões do Fundo Amazônia, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O recurso, não reembolsável, depende de aval da Assembleia para ser aplicado em áreas como regularização ambiental, modernização de órgãos e apoio ao setor produtivo.

Wanderlei citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como uma das principais demandas que estariam travadas. “Isso está dando prejuízo muito grande para o Estado, principalmente para o setor produtivo e o agronegócio”, declarou.

Durante a coletiva, o governador também abordou a política de valorização dos servidores e justificou os limites adotados pelo governo. Ele citou o auxílio-alimentação de R$ 1.000 como exemplo de medida construída dentro da capacidade financeira do Estado. “A gente compreende que não é o suficiente, mas é aquilo que o orçamento permite naquele momento”, disse.

Ao comentar a possibilidade de veto a alterações feitas pelos deputados, Wanderlei demonstrou desconforto. “Fazer veto contra aumento para servidor eu fico muito triste, eu não gostaria. Mas nós fizemos a lei dentro do que o orçamento permite”, afirmou.

Ele acusa a Casa de Leis de tentar atrapalhar a gestão. “É um comportamento político de reação ao nosso governo”, diz.

O governador ainda destacou ações de gestões recentes, como o pagamento de passivos a servidores e a regularização do sistema previdenciário. Segundo ele, o equilíbrio fiscal tem sido prioridade para evitar prejuízos futuros. “A gente tem o cuidado de não permitir que o sistema de previdência fique irregular”, disse.

Sem citar nomes diretamente, Wanderlei também criticou a condução de votações no Legislativo. “A Assembleia chega a votar matérias pelas madrugadas”, afirmou, ao defender mais diálogo e responsabilidade na tramitação de propostas com impacto financeiro.

Apesar das críticas, o governador afirmou que não há rompimento com a Assembleia, mas reforçou a necessidade de alinhamento institucional. “Não temos uma briga específica com a Assembleia. Estamos justificando nossa preocupação”, concluiu.

MPs

A pauta da coletiva foi a possível análise pela Assembleia Legislativa dos vetos e das medidas provisórias relativas aos servidores do Detran, Procon, Ruraltins, Naturatins,
Unitins e Pronto, em relação ao reajuste e concessão de indenizações de R$ 1.000,00, que teve a MP indevidamente emendada para R$ 1.500,00.

E ao PROFE, concedido reajustado e ampliado pelo governo para valores entre R$ 1.000,00 a R$ 1.200,00, mas segundo o governo indevidamente estendido, via emenda parlamentar para os contratos temporários, o que é proibido por lei, segundo a gestão. As MPs originais, bem como as reeditadas beneficiam um total de 7.949 servidores.

Brener Nunes- Gazeta do Cerrado

O governador Wanderlei Barbosa subiu o tom contra decisões recentes da Assembleia Legislativa e afirmou que propostas aprovadas ou em tramitação podem gerar impacto negativo nas contas públicas e no setor produtivo. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 16.

Segundo ele, há iniciativas no Legislativo que ultrapassam os limites legais ao criar despesas para o Executivo. “O parlamentar não pode fazer emenda que finalize com despesas para o Executivo pagar. Isso é inconstitucional”, disse. Na avaliação do governador, esse tipo de medida não atende aos interesses dos servidores, mas pode ter motivação política. “Não é porque gostam dos servidores, é porque pensam em atrapalhar o governo”, afirmou.

A fala ocorre em meio a um cenário de tensão entre Executivo e Legislativo, agravado pela demora na análise de matérias consideradas estratégicas pelo governo entre elas, a autorização para uso de R$ 56 milhões do Fundo Amazônia, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O recurso, não reembolsável, depende de aval da Assembleia para ser aplicado em áreas como regularização ambiental, modernização de órgãos e apoio ao setor produtivo.

Wanderlei citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como uma das principais demandas que estariam travadas. “Isso está dando prejuízo muito grande para o Estado, principalmente para o setor produtivo e o agronegócio”, declarou.

Durante a coletiva, o governador também abordou a política de valorização dos servidores e justificou os limites adotados pelo governo. Ele citou o auxílio-alimentação de R$ 1.000 como exemplo de medida construída dentro da capacidade financeira do Estado. “A gente compreende que não é o suficiente, mas é aquilo que o orçamento permite naquele momento”, disse.

Ao comentar a possibilidade de veto a alterações feitas pelos deputados, Wanderlei demonstrou desconforto. “Fazer veto contra aumento para servidor eu fico muito triste, eu não gostaria. Mas nós fizemos a lei dentro do que o orçamento permite”, afirmou.

Ele acusa a Casa de Leis de tentar atrapalhar a gestão. “É um comportamento político de reação ao nosso governo”, diz.

O governador ainda destacou ações de gestões recentes, como o pagamento de passivos a servidores e a regularização do sistema previdenciário. Segundo ele, o equilíbrio fiscal tem sido prioridade para evitar prejuízos futuros. “A gente tem o cuidado de não permitir que o sistema de previdência fique irregular”, disse.

Sem citar nomes diretamente, Wanderlei também criticou a condução de votações no Legislativo. “A Assembleia chega a votar matérias pelas madrugadas”, afirmou, ao defender mais diálogo e responsabilidade na tramitação de propostas com impacto financeiro.

Apesar das críticas, o governador afirmou que não há rompimento com a Assembleia, mas reforçou a necessidade de alinhamento institucional. “Não temos uma briga específica com a Assembleia. Estamos justificando nossa preocupação”, concluiu.

MPs

A pauta da coletiva foi a possível análise pela Assembleia Legislativa dos vetos e das medidas provisórias relativas aos servidores do Detran, Procon, Ruraltins, Naturatins,
Unitins e Pronto, em relação ao reajuste e concessão de indenizações de R$ 1.000,00, que teve a MP indevidamente emendada para R$ 1.500,00.

E ao PROFE, concedido reajustado e ampliado pelo governo para valores entre R$ 1.000,00 a R$ 1.200,00, mas segundo o governo indevidamente estendido, via emenda parlamentar para os contratos temporários, o que é proibido por lei, segundo a gestão. As MPs originais, bem como as reeditadas beneficiam um total de 7.949 servidores.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins