OABTO - Foto: Jerusa Sa
OABTO - Foto: Jerusa Sa

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OABTO) anunciou a abertura de investigação para apurar graves denúncias de assédio moral e discriminação ilegal contra servidores públicos do Estado, envolvendo possíveis práticas de perseguição motivadas por opção eleitoral classista na disputa interna da entidade.​

As primeiras queixas apontam que, no PROCON Tocantins, teria sido organizada uma lista de demissões baseada em escolhas políticas feitas por servidores nas eleições da OABTO, o que suscita preocupações sobre tentativas de interferência em sua autonomia institucional.

Em nota, a OABTO condenou qualquer prática de intimidação, constrangimento ou perseguição por parte de agentes da Administração Pública e reforçou compromisso com sua história de independência: “Não aceitaremos iniciativas que atentem contra a liberdade de atuação ou que busquem influenciar os rumos da Ordem”, afirma o comunicado.​

A entidade também ressaltou que está disposta a adotar medidas judiciais para responsabilizar eventuais abusos cometidos por autoridades ou grupos de poder. “Nosso papel institucional exige destemor diante de arbitrariedades e nos garante independência para tomar todas as providências cabíveis”, destaca a nota assinada pelo presidente Gedeon Pitaluga Junior.

O que diz o Governo

A Gazeta solicitou um posicionamento do Governo do estado e aguarda retorno.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins