Palmas - Foto - Washington Luiz/Governo do Tocantins
Palmas - Foto - Washington Luiz/Governo do Tocantins

Palmas foi apontada como a 7ª capital com melhor qualidade de vida do país no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. A capital tocantinense é a única da região Norte entre as dez cidades mais bem posicionadas no ranking nacional, que avalia condições de vida a partir de indicadores sociais e ambientais.

O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras instituições. O estudo analisa os municípios brasileiros com melhores e piores índices de qualidade de vida.

O IPS Brasil utiliza 57 indicadores sociais e ambientais, com dados de fontes públicas como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas. A pontuação varia de 0 a 100.

Palmas alcançou nota 68,91, acima da média do Tocantins, que ficou em 60,50. O desempenho coloca a capital mais jovem do país à frente de cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre no ranking nacional.

Segundo o estudo, os municípios da Amazônia Legal concentram os piores desempenhos do país. O relatório destaca que as capitais brasileiras ainda enfrentam desafios relacionados à inclusão social, violência contra minorias e baixa representatividade política.

As melhores posições do ranking ficaram concentradas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Curitiba lidera a lista, seguida por Brasília e São Paulo.

Municípios do TO entre os piores índices

O Tocantins também aparece entre os estados com municípios nas últimas posições do ranking nacional.

Recursolândia ocupa a 14ª colocação entre os piores resultados do país, com nota 47,39. O município enfrenta dificuldades principalmente nas áreas de educação e saneamento básico.

Já Paranã aparece na 20ª posição, com 47,63 pontos, registrando problemas relacionados à saúde e infraestrutura urbana.

O que avalia o IPS Brasil

O Índice de Progresso Social avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em indicadores sociais e ambientais, sem considerar apenas fatores econômicos como o PIB. O objetivo é medir o acesso da população a direitos, serviços e condições básicas de vida.

O IPS Brasil é desenvolvido por instituições como Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.

Os indicadores são divididos em três dimensões:

  • Necessidades Humanas Básicas: média nacional de 74,58 pontos, com avaliação de alimentação, moradia, saneamento, saúde e segurança;
  • Fundamentos do Bem-Estar: média de 68,81 pontos, incluindo educação, acesso à informação, internet, saúde e qualidade ambiental;
  • Oportunidades: pior desempenho do índice, com média de 46,82 pontos, analisando direitos individuais, inclusão social e acesso ao ensino superior.

O relatório aponta ainda queda nos indicadores de inclusão social desde 2024, refletindo aumento da violência contra minorias, baixa representatividade política e crescimento do número de famílias em situação de rua.