
Representantes sindicais de oito entidades que representam os servidores públicos municipais de Palmas discordam da proposta da Prefeitura para o pagamento da data-base de 2026. Em reunião, os dirigentes avaliaram que o parcelamento do reajuste dilui o ganho dos servidores e defenderam a abertura de uma mesa de negociação para discutir as condições de pagamento.
A proposta da gestão prevê reajuste de 8,38%, dividido em cinco parcelas entre janeiro e setembro de 2027, sem contemplar, neste primeiro momento, o pagamento dos valores retroativos. “O parcelamento do reajuste reduz o impacto imediato da recomposição salarial no contracheque e adia o acesso dos servidores à integralidade do índice, comprometendo os ganhos financeiros ao longo de 2027”, afirma o Presidente do Sisemp, Heguel Albuquerque.
Os sindicalistas também reivindicam que a Prefeitura reconheça o passivo referente ao período em que os servidores ficaram sem receber a revisão anual e a criação de uma mesa de negociação entre Prefeitura e representantes classistas.
As entidades defendem o diálogo e a negociação como caminhos para construir uma solução que assegure a recomposição salarial e o reconhecimento das pendências com o funcionalismo municipal e irão convocar Assembléias das categorias para a definição de ações junto às suas bases.
Participaram da reunião representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas (Sisemp), Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Tocantins (Sintras), Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins (Sindifato), Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Tocantins (Sinfito), Sindicato dos Cirurgiões-Dentistas do Estado do Tocantins (Sicideto), Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Tocantins (Sindfisco ), Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed) e Sindicato dos Profissionais de Enfermagem no Estado do Tocantins (Seet).