Palmas atinge 95% de cobertura vacinal contra a poliomielite

O Dia Mundial de Combate à Poliomielite, lembrado em 24 de outubro, reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra a doença. Na capital tocantinense, a cobertura vacinal atingiu 95% neste ano, resultado que destaca a importância do trabalho conjunto entre a oferta de imunizantes pela rede municipal de saúde, as ações da Atenção Básica e a adesão da população à vacinação.

Conhecida popularmente como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença viral que pode atingir o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível e, em casos graves, levar à morte. Embora o Brasil esteja livre da circulação endêmica do poliovírus selvagem, a forma original e natural do vírus,  a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para evitar a reintrodução da doença no país.

A enfermeira da Central Municipal da Rede de Frio, Juliana de Araújo Souza, destaca a importância da conscientização da população para manter a proteção das crianças e ampliar a adesão à vacinação. “Atingir a meta estabelecida é um resultado positivo para a cobertura vacinal do município, mas deve servir como incentivo para a continuidade da imunização, não apenas contra a poliomielite, mas também contra todas as doenças contempladas no calendário vacinal”, explicou.

Vacinação

Em Palmas, as Unidades de Saúde da Família (USFs) são as principais portas de entrada para o acesso à vacinação e para o esclarecimento de dúvidas sobre o calendário infantil e os demais serviços de saúde. Além da aplicação das doses, o acompanhamento das crianças permite que os profissionais orientem pais e responsáveis sobre a importância de cumprir os prazos previstos no esquema vacinal.

O esquema de vacinação infantil contra a poliomielite prevê três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos, conforme o calendário de vacinação vigente. As vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A orientação é que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal das crianças e atualizar a caderneta, caso haja doses pendentes.

Texto: Rodrigo Marques

Edição: Denis Rocha

Foto: divulgação