
O governador Wanderlei Barbosa protocolou um pedido de prorrogação de prazo ao BNDES para mais 60 dias com relação ao montante de R$ 56 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Ele fez um vídeo com apelo para que duas comissões da Casa coloquem a pauta em análise e votação.
O deputado Olyntho Neto (MDB) preside a comissão de orçamento e Finanças e Jorge Frederico(PSDB) a de Defesa do Consumidor. “As duas (comissões)não analisaram e isso está dando um prejuízo muito grande para o Estado e principalmente para o setor produtivo e do agronegócio ”, disse.
Segundo o governador, a análise do CAR é uma das pautas mais reivindicadas pelo setor produtivo. “Infelizmente esses dois deputados e essas duas comissões não estão pautando essa matéria, é preciso que paute”, disse.
Wanderlei afirma que o pedido de prorrogação que pediu foi para organizar a pauta ou nas palavras dele: “ele vão deixar esse prejuízo para nosso Estado infelizmente”, afirmou.
Para onde vai o recurso
São R$ 56 milhões do BNDES que serão destinados a vários projetos. Esse dinheiro é de fundo perdido, o estado não precisará pagar, segundo o governo.
São R$ 22 milhões para a análise do CAR [Cadastro Ambiental Rural], a principal pauta do setor produtivo, R$ 10 milhões para modernização do Naturatins, R$ 7 milhões para pequenos produtores através do Ruraltins e mais R$ 4 milhões para o batalhão ambiental.
A urgência
A operação está condicionada ao princípio da legalidade administrativa, que exige autorização legislativa para contratos dessa natureza. A Nota Técnica nº 01/2026 aponta que a formalização deve ocorrer dentro das condições e prazos estabelecidos pelo agente financiador.
Com isso, a demora na aprovação pode afetar o cronograma da operação e a implementação das políticas públicas previstas, incluindo ações de regularização ambiental e apoio ao setor produtivo.