Acadêmicos de Medicina e Enfermagem durante treinamento sobre o projeto - Foto: Karoliny Santiago
Acadêmicos de Medicina e Enfermagem durante treinamento sobre o projeto - Foto: Karoliny Santiago

O Tocantins entrou oficialmente na rota de coleta do Genoma SUS, projeto do Ministério da Saúde que busca ampliar o conhecimento sobre a diversidade genética da população brasileira. A primeira etapa da ação no Estado começou nesta quarta-feira, 19, com o treinamento de professores e acadêmicos Medicina e Enfermagem da Ulbra Palmas que participarão da dinâmica de atendimento aos voluntários. A Instituição é parceira da iniciativa no Tocantins.

As coletas seguem em Palmas até esta quinta-feira, 20 de agosto, das 8h às 18h. Depois, a equipe segue para a Aldeia Funil, no dia 21, e para Porto Nacional, nos dias 22 e 23 de agosto. A participação dos voluntários envolve coleta de sangue e uma entrevista com os pesquisadores, que também reúne informações sobre a história pessoal e familiar dos participantes.

Ulbra Palmas participa da chegada do projeto ao Estado

Para a médica hansenóloga e professora da Ulbra Medicina Palmas, Seyna Ueno, receber a equipe representa uma oportunidade de aproximar a comunidade acadêmica da produção científica nacional. “Receber a equipe do Genoma SUS é uma satisfação muito grande para nossa comunidade acadêmica, porque, ao mesmo tempo em que podemos contribuir com a ciência do nosso país, nós, enquanto sociedade, também temos a oportunidade de conhecer o nosso DNA, a nossa identidade genética. Além disso, nossos alunos têm uma oportunidade de ouro de conviver com pesquisadores renomados da genética brasileira”, destaca.

Momento de conversa com equipe responsável pelo projeto na Ulbra Palmas – Foto: Karoliny Santiago

Tocantins amplia a representatividade do projeto

O professor Moisés Batista, pós-doutor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisador do GENOMA SUS, explica que o projeto pretende realizar o sequenciamento completo do genoma de 100 mil brasileiros.

Segundo ele, o Tocantins apresenta características importantes para esse levantamento por reunir populações com diferentes origens e trajetórias históricas. “Palmas reúne pessoas que vieram do Pará, Maranhão, Goiás e do Sul do Brasil e que hoje se misturaram para formar a capital do Estado. Quando você vai para uma cidade como Porto Nacional, já tem um perfil diferente, porque são pessoas que nasceram e estão naquele município antes mesmo de o Estado do Tocantins existir”, explica.

A diversidade da população tocantinense pode contribuir para ampliar a representatividade das amostras reunidas pelo projeto. O conhecimento produzido poderá, a médio e longo prazo, auxiliar no desenvolvimento de estratégias de prevenção, acompanhamento e tratamentos cada vez mais personalizados.

Segundo Moisés, informações genéticas poderão futuramente contribuir para o acompanhamento de pessoas com predisposição a determinadas doenças. “Para isso, é fundamental que as amostras coletadas representem a diversidade da população brasileira. Por isso, é preciso que hoje a gente faça esse esforço para coletar as amostras mais diversas possíveis”, explica.
Os participantes poderão optar, no momento do preenchimento do formulário e da assinatura do termo de consentimento, por receber ou não informações relacionadas aos seus resultados genéticos. A análise das amostras é realizada posteriormente e, por isso, os resultados não ficam disponíveis imediatamente após a coleta.

Acadêmicos participam da experiência

Além de contribuir para uma pesquisa de alcance nacional, a participação da Ulbra Palmas permite que acadêmicos e professores acompanhem de perto uma iniciativa que conecta ciência, saúde, tecnologia e formação profissional.