
O ex-candidato ao Governo do Tocantins Professor Witer Naves (PSOL) afirmou à Gazeta do Cerrado que ainda não decidiu quem apoiará no segundo turno da eleição estadual, disputado entre Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB). Segundo ele, uma posição deverá ser formalizada até a tarde desta terça-feira, 6.
Witer deixou claro, porém, que não pretende adotar uma posição de neutralidade na disputa pelo Palácio Araguaia. “Sem dúvida alguma, eu não ficarei no muro. Eu terei uma decisão cívica. Eu, enquanto candidato, não posso me abster disso”, afirmou à Gazeta.
O professor disputou o primeiro turno pelo PSOL e recebeu 5.211 votos, o equivalente a 0,61% dos votos válidos. Agora, com a eleição concentrada entre Dorinha e Vicentinho, ele afirmou que está avaliando as propostas apresentadas pelos dois candidatos antes de definir seu posicionamento.
Planos de governo terão peso
Segundo Witer, um dos critérios será a proximidade entre as propostas que defendeu durante sua candidatura e os programas apresentados pelos dois concorrentes que avançaram para o segundo turno. “Levando em consideração o que eu estudei sobre os planos de governo de cada candidato, a semelhança dos planos de governo com o meu plano de governo e as propostas que cada candidato teve, isso vai nortear e, sem dúvida alguma, ter um peso sobre a minha decisão”, explicou.
Ele afirmou ainda estar analisando a composição política em torno das duas candidaturas e os grupos que passam a integrar cada projeto nesta segunda etapa da eleição. “Eu ainda estou entendendo esse processo, quais as coisas hegemônicas que estão compondo cada candidatura que vai para o segundo turno”, disse.
Decisão também passará pelo PSOL
Outro fator, conforme Witer, será a posição do próprio partido. O ex-candidato disse que ainda não conversou com a direção do PSOL para definir se haverá uma orientação partidária ou se a escolha ficará a cargo de cada filiado. “Eu ainda não falei com o meu partido. Eu tenho que conversar com o meu partido. Isso é uma decisão que pode ser modulada pelo meu partido, ou uma decisão individual”, afirmou.
Para Witer, o posicionamento precisa passar por uma discussão interna antes do anúncio. “Eu ainda não conversei com o partido, com a direção do partido, sobre como nós vamos fazer. Portanto, a gente tem que ter uma apreciação coletiva”, acrescentou.
A expectativa é que a definição ocorra em meio às articulações iniciadas por Dorinha e Vicentinho para ampliar suas bases depois do resultado apertado do primeiro turno.
Apesar de ainda não antecipar para qual lado deverá caminhar, Witer descartou permanecer neutro. “Eu ainda não tomei essa decisão. Até amanhã à tarde eu vou formalizar essa decisão”, concluiu.