Morgana Monteiro, de 45 anos — Foto: Reprodução/Instagram de Morgana Monteiro
Morgana Monteiro, de 45 anos — Foto: Reprodução/Instagram de Morgana Monteiro

A morte de Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, vítima de feminicídio na noite desta segunda-feira (27), em Palmas, provocou forte comoção entre familiares, amigos, colegas de trabalho e profissionais da saúde. Conhecida pela dedicação ao serviço público, ela deixa duas filhas e uma trajetória marcada pelo cuidado com as pessoas.

Morgana atuava como servidora do sistema socioeducativo do Tocantins desde 2017 e também trabalhava como enfermeira assistencial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Nacional. Ao longo dos anos, conquistou o respeito de colegas e pacientes pela postura profissional e pelo compromisso com a assistência à população.

Segundo informações apuradas pela reportagem, ela foi morta dentro de casa pelo ex-marido, principal suspeito do crime. Testemunhas relataram que Morgana ainda tentou escapar da violência, chegando a se trancar no banheiro da residência, mas não conseguiu evitar o ataque.

O caso gerou indignação pela brutalidade do crime e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher e a necessidade de fortalecimento das medidas de proteção às vítimas de violência doméstica.

Horas após o feminicídio, o suspeito foi localizado por equipes da Polícia Militar em uma área de mata próxima ao local do crime e morreu durante confronto com os policiais.

Nas redes sociais, mensagens de despedida e homenagens passaram a ser publicadas por amigos, colegas de profissão e moradores de Porto Nacional e Palmas. Muitos destacaram a dedicação de Morgana ao serviço público, sua humanidade no atendimento aos pacientes e o vazio deixado por sua morte.

Em nota, a Prefeitura de Porto Nacional lamentou profundamente a perda da enfermeira.

“Morgana deixa um legado de dedicação, competência, humanidade e compromisso com a saúde da nossa população. Sua partida prematura enluta não apenas seus familiares e amigos, mas também toda a equipe da saúde e esta gestão municipal.”

O Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO) também manifestou pesar pela morte da profissional, prestou solidariedade à família e reforçou o repúdio a todas as formas de violência contra a mulher.

A morte de Morgana amplia a lista de vítimas de feminicídio no Estado e deixa duas filhas sem a mãe, além de familiares, amigos e colegas enlutados. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e reforça o alerta para a gravidade da violência de gênero, que continua vitimando mulheres dentro do ambiente onde deveriam estar mais protegidas: o próprio lar.