Lucas Vargas Rodrigues | Foto: Divulgação
Lucas Vargas Rodrigues | Foto: Divulgação

Depois de permanecer quatro dias sem ser localizado, Lucas Vargas Rodrigues, de 29 anos, foi preso na madrugada desta sexta-feira, 11, em Centenário. Ele é investigado pela agressão que deixou a ex-companheira, Talita Soares, com ferimentos graves no rosto, nos dentes e em outras partes do corpo.

A prisão ocorreu por volta das 5h30, em uma casa na Rua Pereira Rocha, no Centro da cidade. Contra Lucas havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Itacajá após representação da Polícia Civil e manifestação do Ministério Público.

Talita precisou ser encaminhada ao Hospital Geral de Palmas (HGP) depois das agressões. Conforme as informações apuradas sobre o caso, a violência teria ocorrido durante uma discussão entre a noite de domingo, 6, e a madrugada de segunda-feira, 7. Depois disso, Lucas não teria mais sido encontrado.

A procura pelo suspeito se intensificou na quarta, 9, e na quinta-feira, 10. Policiais da Patrulha Rural do 3º Batalhão da Polícia Militar percorreram áreas rurais de Centenário e Lizarda, além de buscar informações com familiares, amigos e outras pessoas próximas ao investigado.

A equipe havia sido informada pelo delegado de Pedro Afonso, José Antônio, sobre a existência da ordem de prisão.

Durante as diligências, os militares receberam informações sobre um possível esconderijo. Como o local foi identificado à noite, a equipe decidiu aguardar o amanhecer para fazer a abordagem por questões de segurança, conforme a PM.

Já na madrugada desta sexta, os policiais entraram em contato com o pai de Lucas. De acordo com o relato da corporação, ele confirmou onde o filho estava e concordou em apresentá-lo para o cumprimento da ordem judicial.

Os militares foram até a residência e encontraram o investigado acompanhado do pai. Após a confirmação da identidade, Lucas recebeu voz de prisão e foi levado para os procedimentos legais.

A ordem de prisão está vinculada à investigação por lesão corporal de natureza grave. Ao decretar a preventiva, a Justiça considerou a necessidade de garantia da ordem pública e de assegurar a aplicação da lei penal.

Segundo o registro da Polícia Militar, há ainda uma ocorrência anterior em que Lucas aparece como suposto autor de tortura com resultado de lesão corporal grave ou gravíssima. Trata-se de um registro anterior, e não de condenação informada no caso atual.

Com a prisão, Lucas ficou à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações sobre as agressões contra a ex-companheira.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins