
Apontada pela Polícia Civil como uma das principais operadoras do esquema investigado na Operação Falsa Emergência, Cláudia Fernanda Cândido da Silva é considerada foragida da Justiça após não ser localizada durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva nesta terça-feira (10). A medida foi determinada pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas no âmbito das investigações sobre a contratação da organização social responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.
Na mesma operação, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR), prendeu a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e o servidor Andreis Vicente da Costa, que atua na área de planejamento estratégico da pasta.
Segundo as investigações, Cláudia seria responsável por articular os interesses da organização social contratada pelo município e figura entre os principais alvos do inquérito. Informações que possam contribuir para sua localização podem ser repassadas pelos telefones (63) 3901-7202 e (63) 3901-7203. O sigilo do denunciante é garantido.
A nova fase da Operação Falsa Emergência foi deflagrada após a Polícia Civil reunir elementos que apontariam possíveis tentativas de ocultação de provas, interferência na produção probatória e alinhamento de versões entre investigados. Diante dos indícios, a autoridade policial solicitou as prisões preventivas, que foram autorizadas pela Justiça.
A investigação apura supostas irregularidades na contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as UPAs Norte e Sul de Palmas. O contrato, firmado em março deste ano, prevê repasses de aproximadamente R$ 139 milhões.
As apurações tiveram início em maio, quando a DECOR cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao processo de contratação. Os investigadores suspeitam que documentos utilizados para formalizar a parceria possam conter informações irregulares destinadas a conferir aparência de legalidade ao procedimento administrativo.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso. Entre os possíveis crimes investigados estão delitos contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais.
Informações sobre o paradeiro de Cláudia Fernanda Cândido da Silva podem ser repassadas pelos telefones (63) 3901-7202 e (63) 3901-7203. O sigilo do denunciante é garantido.