
Quase um mês após a morte da estudante de Nutrição Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos, a Polícia Científica confirmou que o pé encontrado às margens da BR-010, em Palmas, pertence à jovem. O resultado dos exames periciais foi concluído nesta segunda-feira, 8.
O membro foi localizado no dia 20 de maio por uma mulher que caminhava próximo ao Setor Machado, três dias após o acidente que matou a estudante. A descoberta reacendeu a dor da família, que desde então acreditava que o pé encontrado era o mesmo amputado durante a colisão.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a identificação foi confirmada por meio de exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML). O pé estava a cerca de cinco quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente.
Jhenyfer morreu na manhã de 17 de maio, no km 3 da BR-010, quando seguia de motocicleta com o marido para visitar familiares em Aparecida do Rio Negro. O casal foi atingido por um carro que trafegava no sentido contrário da rodovia.
Com a violência da batida, a jovem teve um dos pés amputado. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Palmas (HGP), mas não resistiu aos ferimentos. O marido, Sergiomar de Freitas Lima, sofreu múltiplas fraturas e sobreviveu.
Ainda no dia do acidente, familiares chegaram a realizar buscas pelo membro amputado, mas não conseguiram localizá-lo. O corpo de Jhenyfer foi sepultado no dia seguinte.
O motorista envolvido na colisão é o policial militar Nerivaldo Mendes, de 39 anos. A Polícia Civil concluiu o inquérito e o indiciou por homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
De acordo com a investigação, o militar permaneceu no local após a batida, prestou socorro às vítimas e realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de álcool. A defesa informou que irá se manifestar apenas nos autos do processo.
Moradora de Palmas, Jhenyfer conciliava o trabalho como vendedora com a graduação em Nutrição, cuja conclusão estava prevista para 2027. Em entrevistas após a tragédia, familiares relataram que a estudante vivia uma fase de realizações pessoais e profissionais.
“Ela falava que iria terminar a faculdade para ajudar a família. Jhenyfer estava no melhor momento da vida dela. Estava alegre, sorridente, cheia de vida”, disse a mãe, Maria Aparecida dos Santos.