
Uma discussão por causa de caixas térmicas terminou com um homem morto após ser baleado na praia de Porto Franco, em Couto Magalhães. O policial civil apontado como autor do disparo foi denunciado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por homicídio qualificado por motivo fútil.
A vítima, Luciano Ferreira da Silva e Silva, estava desarmada e, segundo a denúncia, tentou intervir em uma briga quando foi atingida por um disparo no abdômen. O caso aconteceu em 19 de julho de 2026. Para o MPTO, houve manifesta desproporção entre o motivo que deu origem à desavença e o resultado, que foi a morte da vítima.
Na ação penal, a 1ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins também requer, em caso de condenação, a perda do cargo de policial civil ocupado pelo acusado e a fixação de indenização mínima de R$100 mil aos familiares da vítima.
O promotor de Justiça Denys César dos Santos Silva pediu ainda prioridade na tramitação do processo. O homicídio qualificado, como o atribuído ao policial na denúncia, é considerado crime hediondo e o MPTO requer que, após a primeira fase do processo, o acusado seja pronunciado e submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Entenda o caso
Segundo a denúncia, a discussão começou em um estabelecimento comercial na área da praia, após um desentendimento relacionado ao uso de caixas térmicas particulares. Depois do primeiro atrito, o policial deixou o local e retornou momentos depois armado.
Durante a confusão, Luciano tentou intervir e acabou atingido por um disparo no abdômen. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu em decorrência do ferimento. Após o disparo, segundo a denúncia, o policial deixou o local.