
A deputada estadual Claudia Lelis (PV), defensora de iniciativas voltadas ao fortalecimento do turismo e à valorização das potencialidades naturais do Tocantins, apresentou um anteprojeto de Lei na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) solicitando ao Governo do Estado a elaboração de um anteprojeto de lei para a realização de estudos técnicos, mapeamento e pedido de tombamento da Serra da Cangalha, localizada no município de Campos Lindos, no norte do Estado.
A proposta tem como objetivo promover a preservação ambiental, incentivar a pesquisa científica e fomentar o desenvolvimento do turismo sustentável em uma das mais importantes formações geológicas do país.
O projeto prevê a realização de estudos detalhados sobre a área e a formalização de solicitação ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para o tombamento da Serra da Cangalha.
Serra da Cangalha
Com 13,7 quilômetros de diâmetro e cerca de 450 metros de altitude, a estrutura geológica da Serra da Cangalha é considerada uma das maiores crateras de impacto meteorítico do Brasil.
O local foi formado pela colisão de um meteorito há aproximadamente 300 milhões de anos e é reconhecido como um monumento natural de grande relevância científica, histórica e ambiental.
Para Claudia, a iniciativa busca garantir a proteção desse patrimônio natural e criar condições para que seu potencial turístico seja explorado de forma planejada e sustentável.

“A Serra da Cangalha é uma riqueza única do Tocantins e precisa estar inserida nas estratégias de preservação e desenvolvimento do Estado. Estamos falando de um patrimônio natural que pode impulsionar o turismo, a pesquisa científica e a geração de oportunidades para a região, sem abrir mão da conservação ambiental”, destacou a deputada.
O anteprojeto ressalta que a ausência de um mapeamento oficial e de políticas estruturadas de proteção limita o aproveitamento ordenado do potencial turístico, científico e educacional da área.
O tombamento contribuiria para assegurar a conservação do monumento geológico diante das pressões decorrentes do uso inadequado do solo, garantindo sua preservação para as futuras gerações.
“Preservar a Serra da Cangalha é preservar parte da história do nosso território e criar novas oportunidades de desenvolvimento para o Tocantins”, concluiu.