Jorge Frederico
Jorge Frederico

O deputado estadual Jorge Frederico reagiu às declarações do governador Wanderlei Barbosa e negou que esteja segurando a tramitação de matéria que trata da liberação de R$ 56 milhões do Fundo Amazônia. Segundo ele, a informação que chegou ao chefe do Executivo está “totalmente equivocada”.

“Olha, travando matéria, não. Esse não é meu perfil e o Tocantins conhece. As informações que chegaram até o governador Wanderlei estão totalmente equivocadas. Quem levou essa informação a ele merece um puxão de orelha”, afirmou.

A cobrança do governador foi feita após o envio de um pedido de prorrogação de prazo ao BNDES, solicitando mais 60 dias para viabilizar a operação. Em vídeo, Wanderlei pediu que as comissões da Assembleia analisassem a proposta com urgência, citando diretamente os colegiados presididos por Jorge Frederico e Olyntho Neto.

Na resposta, Frederico argumentou que a matéria sequer chegou à comissão que preside. “Eu sou presidente da Comissão de Administração, Trabalho e Defesa do Consumidor e essa matéria sequer chegou até a minha comissão. Então, regimentalmente, eu não posso distribuí-la e nem sequer analisá-la”, disse.

O deputado também direcionou críticas à base do governo na Assembleia, apontando falta de quórum nas sessões. “Se alguém precisa de um puxão de orelha, de uma articulação melhor, é a base do governo que precisa estar lá. Matérias importantes como essa precisam ser analisadas com mais celeridade, mas precisam de presença para cumprir o papel parlamentar”, declarou.

Ele ainda citou o funcionamento de outra comissão envolvida na tramitação. “O deputado Olyntho Neto abriu a sessão da Comissão de Finanças e a base do governo nem estava lá para analisar. Teve que encerrar por falta de quórum”, afirmou. Segundo Frederico, o mesmo problema ocorreu em sessões do plenário no mesmo dia.

Apesar do embate, o parlamentar disse que não há resistência à proposta. “Eu estou pronto para fazer o Tocantins andar, não tem traves comigo de forma alguma. Tem respeito e não vai ter polêmica nenhuma. Verdade é verdade e ponto final”, concluiu.

Os recursos em discussão somam R$ 56 milhões, considerados não reembolsáveis, e devem ser destinados a projetos como análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), modernização do Naturatins, apoio a pequenos produtores via Ruraltins e ações do batalhão ambiental. A liberação depende de autorização legislativa, e a demora pode impactar o cronograma das ações previstas pelo governo estadual.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins