
As declarações do governador Wanderlei Barbosa sobre um suposto atraso da Assembleia Legislativa na análise de projetos que envolvem R$ 56 milhões do BNDES provocaram reação imediata dentro do Parlamento. Presidente da Comissão de Finanças, o deputado estadual Olyntho Neto negou que haja demora por parte das comissões e atribuiu o impasse à própria base governista.
“Não estamos demorando. A base é que não tem comparecido para ajudar a votar”, afirmou o parlamentar à Gazeta, ao comentar a crítica feita pelo governador de que a falta de análise estaria causando prejuízos ao Estado e ao setor produtivo.
Olyntho disse que tem participado das discussões e sessões tanto nas comissões quanto em plenário. “Eu estive presente tanto nas comissões quanto em plenário”, reforçou.
O deputado também contestou a tentativa de responsabilizar diretamente as comissões e afirmou que o debate precisa ser ampliado. “Acho que primeiro ele deveria cobrar a própria base”, disse.
Defensor declarado do agronegócio, Olyntho destacou que não se opõe ao mérito da proposta, mas defende cautela na tramitação. “Sou defensor do agro”, pontuou, ao mesmo tempo em que relembrou episódios anteriores para justificar sua posição.
“Eu mesmo, quando era 100% base, segurei o tal do ZEE. Queriam votar rápido, sem ler ou discutir. Teria sido um desastre para o Tocantins”, afirmou. Segundo ele, à época, o próprio governo recuou. “Tanto que o próprio governador entendeu e retirou a matéria”, completou.
O parlamentar também reagiu às críticas relacionadas a outros projetos do Executivo que foram alterados pela Assembleia e posteriormente vetados. Ele destacou que as mudanças tiveram amplo apoio dentro da Casa.
“As matérias foram alteradas e votadas por unanimidade, tanto nas comissões quanto em plenário”, disse. Olyntho acrescentou que a condução da votação ocorreu com participação de integrantes da própria base do governo. “Inclusive, quem presidiu foi o deputado Léo Barbosa, na ausência do Amélio Cayres”, afirmou.
Por fim, o deputado criticou o tom adotado pelo governador e rejeitou a personalização do debate. “Não dá para ele pessoalizar e tentar direcionar culpa. Eu assumo sempre quando me cabe, sem medo ou preocupação”, concluiu.