
Brener Nunes- Gazeta do Cerrado
A entrega da nova Casa do Trabalhador de Palmas, que deveria reunir representantes dos governos estadual e federal nesta terça-feira, 23, acabou marcada mais pelas ausências do que pelos discursos.
A agenda oficial divulgada pelo Governo do Tocantins previa a participação do governador Wanderlei Barbosa ao lado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na inauguração da unidade. No entanto, apesar de o ministro ter cumprido a programação e participado normalmente da solenidade, o governador não compareceu ao evento.
A ausência chamou atenção porque, nos bastidores, já circulavam comentários ao longo da tarde de que Wanderlei poderia não comparecer. Entre as especulações que corriam entre participantes e autoridades presentes, estava a possibilidade de desconforto político diante da eventual presença do vice-governador e pré-candidato ao Palácio Araguaia, Laurez Moreira, e da ex-senadora Kátia Abreu.
O cenário, porém, tomou outro rumo. Nem Laurez nem Kátia apareceram no evento. Justamente no dia em que o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou apoio à pré-candidatura de Laurez, e que Kátia será a coordenadora da campanha de Lula no Tocantins.

Com isso, a cerimônia acabou sendo conduzida basicamente pelo ministro Luiz Marinho e por representantes da administração estadual. Estiveram presentes o secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes; a secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Cleizenir Divina; a superintendente de Aquicultura no Tocantins, Laena Brito; e o presidente da CUT no estado, José Roque.
Outro aspecto que chamou atenção foi a baixa presença de lideranças políticas. Não foram observados deputados estaduais, deputados federais ou senadores na solenidade, mesmo se tratando de um evento com a participação de um ministro de Estado e envolvendo uma parceria entre os governos federal e estadual.
A Casa do Trabalhador é resultado de uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego e o Governo do Tocantins para a reestruturação do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A proposta é concentrar serviços ligados à intermediação de mão de obra, qualificação profissional e atendimento ao trabalhador em um único espaço.
Apesar da importância institucional da entrega, o foco da movimentação política acabou sendo a ausência das principais lideranças que eram aguardadas para o evento.