
A suspeita de que uma servidora pública teria registrado plantões no Hospital Regional de Xambioá enquanto cursava medicina no Paraguai levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a instaurar uma investigação. Elizângela Torres Lima é apurada por possível improbidade administrativa e suposto descumprimento de carga horária na unidade de saúde.
Segundo o procedimento, há indícios de que os registros de frequência da servidora possam ter sido assinados por terceiros durante o período em que ela estava matriculada no curso de medicina da Universidad Autónoma San Sebastián de San Lorenzo, no Paraguai.
A instituição de ensino confirmou ao MPTO a matrícula da servidora, e o órgão solicitou o histórico acadêmico completo, incluindo informações sobre horários das aulas e registros de frequência, para analisar a compatibilidade com a jornada de trabalho no hospital.
O Ministério Público também requisitou à Secretaria Estadual de Saúde (SES) as folhas de ponto da servidora referentes ao período de janeiro de 2025 a maio de 2026. A pasta foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a última atualização.
As informações foram divulgadas no Diário Oficial do Ministério Público do Tocantins publicado em 24 de junho.