Fotos por Marco Jacob @marcojacobbrasil Raka/Febtur
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Duda Tawil, Febtur/Salvador-BA

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A cidade de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, acolheu durante seis dias o II Encontro da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo – Febtur, reunindo de 12 a 17 deste 90 participantes, entre jornalistas especializados, o trade e acompanhantes. O evento consolidou a jovem associação nascida há quatro anos, que reúne 16 estados da Federação, crucial para a boa informação e credibilidade do turismo praticado no Brasil, em suas várias vertentes. A imprensa é os olhos e os ouvidos da sociedade, fundamental na esfera do trade turístico, portanto.

O local escolhido para a abertura foi o Eco Bahia Resort (@ecobahiahotel), o único estabelecimento hoteleiro na Cidade Alta ou Centro Histórico de Porto Seguro, com mais de 50 anos de atuação. A programação englobou interessantes palestras, além de visitas técnicas a equipamentos turísticos da Costa do Descobrimento, como hotéis, resorts, casas de espetáculos, passeios e demais atrativos. À frente da associação está o jornalista baiano Gorgônio Loureiro, natural de Mascote, perto dali, presidente da Febtur Nacional, e a organização ficou mais uma vez a cargo de Cissa Prazeres, Sofia e toda a equipe da Eventos e Eventos.

A Tribal Turismo e Receptivo (@tribalturismo.com) – Mari e Vanessa Moraes e Rose Bezerra – se encarregou do receptivo, e os guias de turismo da Embratur/Cadastur, Geraldo Cerqueira e Daniel Isidoro, foram os anfitriões durante as visitas e a bordo dos ônibus da CVC operados pela A.R. Turismo. O Sebrae, a ABIH, a Prefeitura de Porto Seguro (@portoseguroturismo) na pessoa de Dinha Malacarne (73.98153-1216), responsável pela promoção turística, e o Governo da Bahia, através da Setur, secretário Maurício Bacelar, se irmanaram para o sucesso do encontro.

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Um breve concerto da Orquestra de Metais e Percussão Bamups (@bamups.oficial) abriu o encontro com o Hino Nacional e um repertório popular brasileiro, como “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso. Na batuta, o maestro Val à frente de um pequeno grupo dos 150 jovens músicos do bairro do Baianão, o maior e mais populoso de Porto Seguro. E as presenças de personalidades administrativas locais e do trade baiano em geral, a exemplo de Pedro Costa, presidente do Conselho Baiano de Turismo, que foi prestigiar o evento, assim como a pedagoga e guia de turismo Rivanete Rodrigues, ex-presidente do Singtur-BA, que fez questão de comparecer.

A palestra de abertura não poderia ser de outro que de um dos pioneiros do jornalismo de turismo, o mestre Carlos Casaes, do alto de seus 90 anos completados em 24 de janeiro passado. Memória viva, apelidado de “O Papa”, em 30 minutos ele conseguiu a proeza de condensar uma vida dedicada ao ofício, passando, obviamente, pelas suas duas mais belas criações, inesquecíveis de todes: a Gazeta do Turismo, sua revista impressa, e o Troféu Catavento de Prata sempre no Dia Nacional do Turismo, 27 de setembro, por mais de 30 anos, sendo três edições internacionais, em Portugal. Foi ovacionado de pé!

“O Poder do Posicionamento do Turismo”, foi a interessante palestra do empresário baiano estabelecido em Sampa, Maurício Magalhães, assim como “Do Jogo ao Destino: como o esporte cria narrativas para o turismo”, da professora da ESPM, ex-atleta e grande especialista em eventos esportivos, Líbia
Macedo.

Um delicioso almoço no estilo menu degustação, ali mesmo, com empratados que seguiam uma ordem gourmet, foi servido por alunos do Senac, parceiro do evento. Antecedeu o “Momento Literário: a apresentação de obras dos escritores membros da Febtur”, a saber: Eliade Pinentel, Marco Jacob, Penaforte Dias e Wander Levy, com mediação da grande Selêucia do Tocantins.

Uma dinâmica delegação do Uruguai, à sua frente o “turco” Roberto Matta Karam (www.rsmattakaram.com), de origem libanesa, veio com tudo para a apresentação da Associação Turística de Canelones (ATC) e o literalmente convidativo tema “Próximo destino dos associados Febtur” com material promocional daquela cidade: @atc_canelones e www.atccanelones.com.uy. Arriba, muchachos, bienvenidos!

Outra delegação espetacular e preparadíssima, que fez a diferença no congresso: a do vizinho Estado de Sergipe (@setur.aracaju). Animada, numerosa, atuante, alegre e cantante, disse para que veio a promover, por exemplo, aquele é que um grande São João, um dos melhores do país, superarretado de bom!

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Seguiram-se: apresentação sobre a anfitriã Porto Seguro, mesa-redonda, conferência online e palestra presencial. E o dia seguinte foi, na sua maior parte, dedicado a uma manhã institucional com os patrocinadores e participação dos seus interlocutores em tête-à-tête com os jornalistas, mais a calorosa reunião plenária dos associados da Febtur, votações diversas, estatuto atualizado, tudo no Hotel Portal Beach, onde também aconteceu o bufê do suculento almoço. Depois, a visita técnica à Epopeia do Descobrimento, no início da Avenida Beira-Mar. Um welcome drink no famoso Gallo, com direito ao pôr do sol, concluiu o frutuoso dia.

O encontro não seria possível sem a crucial parceria dos 13 hotéis ou resorts que hospedaram os congressistas, a começar pelo Fênix Hotel (@hotelfenixporto) e o Beach Hills, do mesmo grupo. O primeiro, urbano, no bairro de Campinhos, cujo gerente-geral é Michel Siegfried (@michelportoseguro), gaúcho de Gramado, de origem alemã, que depois de experiências em outros estados se encantou por Porto Seguro há 28 anos e é a gentileza em forma de gente. O segundo, de 180 apartamentos, está voltado para o mar, localizado na concorrida praia de Taperapuã, em plena Avenida Beira-Mar, a poucos quilômetros do centro, e o manager é Douglas Guimarães. São hotéis familiares com quartos para casais e filhos, piscinas, animação feita pelo cantor Patrick Jones (@patrickjonesoficial) e nordestinas redes nas varandas. À noite, propõem bufês variados, sendo que alguns deles são em noites temáticas, como a nordestina, a baiana e a italiana, esta, às quartas-feiras com música (R$49,90).

Além deles, foram parceiros o Porto Seguro Praia Resort All Inclusive (@pspresort) na orla norte, situado na praia de Curuípe com 172 apartamentos e quatro noites temáticas por semana, contou o seu superintendente comercial Aslam, e o Eco Bahia Resort, no Centro Histórico, mais corporativo, com 125 unidades; o Porto Calém Praia Hotel, na praia de Curuípe; o resort All Inclusive Nauticomar (www.nauticomar.com.br) e Beach Club do Grupo Intermares (Luize Andrade e Ana Carolina no administrativo e comercial); Beach Club Paradiso All Inclusive e Park; Ayla Praia Hotel; Portobello Park Hotel; Portal Beach Hotel; Portal Ville Praia Hotel; Floral Inn Family Hotel; Recanto do Sol; e o tradicional (30 anos!) Solar do Imperador, próximo ao aeroporto e à rodoviária.

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As barracas de praia Barramares e TôaTôa, ou, melhor escrevendo, verdadeiros complexos de lazer, ofereceram noites animadas na base de camisetas: é o famoso Luau. Na primeira, as pessoas são recepcionadas logo na entrada pelos capoeiristas do Grupo Gunga-Iê, fundado em 1999, do mestre Jhonata e o contramestre Daniel; o DJ Yuri Santos comanda as pick ups; e as aulas de axé, que não podem faltar, com o Swing Bahiano, Dudu Oliveira e cia de dança. E, na segunda, um dos símbolos de Porto Seguro: os concursos de danças coreografadas que animam a galera e não deixam ninguém indiferente. Ela é mais eclética, pois num dos seus espaços um grupo de rock agrada em cheio aos aficionados do gênero, e muita dança também, em volta da banda.

Com três unidades, duas na cidade, bem vizinhas, e uma mais afastada, na Beira-Mar, a Gallo Beach, os bares e restaurantes da Gallo, com a simpática Bárbara à frente, recebeu todo o grupo para coquetel no novíssimo espaço sexta passada, aberto então há apenas 13 dias, uma bela casa em estilo colonial na cor cereja. A poeta Marrom (@poetamarrom) e o percussionista Ras Batista ofereceram à plateia um poema encenado, acompanhado de música. Em seguida, uma simpática banda propôs um repertório pop, mais para o internacional, agradando ao eclético público. Muito próximo, com bonito espaço interno e também mesas ao ar livre, debruçadas sobre o rio Buranhém, que nasce nas Minhas Gerais e ali chega até desaguar no Atlântico, é do Gallo da casa de cor verde que se tem o mais belo pôr do sol da cidade. Imperdível, por volta das 17h30 nesta época do ano.

Nativa do norte do Brasil, foi no entanto de Porto Seguro que a lambada explodiu para o mundo, em 1989, através da França, pois Paris é a capital da world music no nosso planeta. A linda voz da saudosa Loalwa Braz, cantora carioca do Grupo Kaoma, ressoa para sempre nos nossos ouvidos e corações, assim como nas festas do mundo inteiro, até hoje. O ritmo se tornou símbolo da alegria de Porto Seguro, e o grupo jornalístico dançou lambada e se esbaldou numa apresentação exclusiva de quatros dançarinos – duas mulheres, dois homens – do Grupo Movimento Solar. Foi show!

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Existem três parques nacionais dentro de Porto Seguro e mais de 20 aldeias indígenas, e são no total 90km de litoral com paradisíacas praias. Do píer de Porto Seguro, a empresa Costa Bahia Navegação e Turismo, equipada com ótimas escunas, guias e toda a comodidade a bordo (www.costabahia.com.br), propõe passeios, a depender do dia, para localidades como Arraial d´Ajuda, Trancoso, praia do Espelho, Recife de Fora e mais. Em dia azul e ensolarado, os jornalistas e seus acompanhantes foram presenteados com o passeio ao Parque Marinho do Recife de Fora, onde ficaram cerca de duas horas, em dia paradisíaco para banho no mar e na piscina natural, equipados com máscaras e sapatilhas, realmente idílico, de difícil descrição!

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A visita técnica mais representativa, no que diz respeito ao respeito aos povos originários ali estabelecidos desde sempre, foi sem dúvida à Reserva Indígena da Jaqueira – Aldeia Pataxó. Ela tem a particularidade, tão urgente e atual, de ter na sua liderança três mulheres, fontes da vida. É o empoderamento feminino que ali reina no povo autóctone Pataxó. Em um primor de dignidade e afirmação, muita emoção que contagiou, a sua líder e criadora Nitynawã (“Muita Fruta”, o significado do seu nome), fez a explanação do lugar, retraçou sua história, revelou e abriu a ferida escondida pela história sobre o massacre do seu povo em 1951: “Nascemos Pataxó e morreremos Pataxó”, sentenciou, sob aplausos.

Sem subvenção oficial, o turismo é que mantém a reserva. Paga-se uma entrada. Vamos apoiá-la! Há uma escola, um centro de artesanato e outro de moda, um pequeno museu, um restaurante a kilo (R$79) no almoço, com pratos autênticos. As pessoas são convidadas para um café ou chá, e comer aipim, provar a farifa de coco durante o passeio, conduzidas por jovens indígenas. E são convidadas para entrar no final da visita no ritual de danças e cânticos desta superinteressante jornada.

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Houve ótimos almoços no estilo bufê livre do Restaurante Gameleira, pela cheffe Ste, do Beach Club Paradiso (@beachclubparadiso), na praia do Mutá, além do bar de praia e a animação de lazer e esportiva por Lucas, um (ar)retado soteropolitano da Ribeira, e na TôaTôa (@toatoaba), sendo que o jantar de despedida foi à la carte no Restaurante Emília, em Arraial d´Ajuda, distrito de Porto Seguro.

O próximo congresso poderá ser em São Paulo, capital. Para tal, o companheiro de longa data, Jarbas Favaretto, trouxe um ofício da Prefeitura de Sampa, favorável em acolher o congresso em 2027. Navegar no site da Amitur – Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico: www.amitur.org.br. A este incansável e aplaudido batalhador da entidade, gratos, e que assim seja!

Amém – Axé.