
A Justiça decidiu manter Kathellen Moreira, madrasta de Gustavo Veloso, de três anos, na Unidade Penal Feminina de Palmas. A defesa tentava levá-la para prisão domiciliar sob o argumento de que ela é mãe de uma bebê de cinco meses e está em período de amamentação, mas o pedido foi negado.
Kathellen está presa preventivamente desde a primeira semana de agosto, assim como o marido, o advogado Igor Veloso, pai de Gustavo. O menino foi encontrado morto na casa do casal, em Palmas, após passar o fim de semana com o pai.
Ao analisar o pedido, o juiz Cledson Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas, considerou que as circunstâncias da morte ainda estão sendo esclarecidas e que, neste momento da investigação, os elementos reunidos justificam a manutenção da prisão.
Um dos pontos destacados na decisão de dez páginas é a presença de Kathellen na residência durante o período considerado crucial para esclarecer o que aconteceu com Gustavo. Conforme registrado pelo magistrado, ela teria mantido contato com o menino antes e depois do momento em que as agressões teriam ocorrido.
A própria investigada, segundo a decisão, relatou ter visto Gustavo na manhã seguinte e percebido que a criança aparentemente ainda apresentava movimentos dos olhos. Esse relato também está entre os elementos considerados na apuração.
A investigação ainda tenta estabelecer qual teria sido exatamente a conduta de Kathellen. Entre as hipóteses apuradas estão uma eventual omissão penalmente relevante diante das agressões ou uma possível participação direta. Até o momento, essa questão não foi definida pelas autoridades.
Defesa alegou amamentação
Desde a decretação da preventiva, a defesa de Kathellen sustenta que a prisão provocou a separação da investigada de sua filha de cinco meses, ainda em fase de amamentação. O argumento voltou a ser apresentado na tentativa de conseguir a prisão domiciliar.
O juiz, porém, entendeu que a maternidade e a amamentação, apesar de consideradas na análise, não são suficientes neste momento para afastar a prisão preventiva diante da gravidade dos fatos investigados e das circunstâncias que ainda precisam ser esclarecidas.
Morte de Gustavo
Gustavo foi encontrado morto no início de agosto. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificou hematomas e sinais de violência no corpo da criança.
Igor Veloso e Kathellen seguem investigados no caso. A defesa do pai do menino informou anteriormente que, por causa do sigilo do processo, deve se manifestar sobre as acusações no momento considerado oportuno.