
Os últimos dias do segundo turno no Tocantins são marcados por uma disputa em alta temperatura. Acusações, narrativas de campanha e episódios que podem influenciar a decisão do eleitor se sucedem na reta final. Nesse ambiente, cresce a responsabilidade de candidatos, partidos, apoiadores e veículos de comunicação diante da população.
No debate promovido pela TV Anhanguera, Professora Dorinha e Vicentinho Júnior discutiram propostas e trocaram questionamentos sobre diferentes temas, com destaque para a saúde. Durante o encontro, Vicentinho também pediu desculpas publicamente à apresentadora e jornalista Jocyelma Santana por suas reações em uma entrevista anterior à emissora.
Dorinha deu várias alfinetadas ao adversário e Vicentinho fez questionamentos sobre fatos da atual gestão.
Após o debate, passou a circular em grupos de WhatsApp e na internet um suposto laudo que atribuiria a Vicentinho Júnior agressões contra uma ex-esposa. Ela se manifestou em vídeo e levantou dúvidas sobre a autenticidade do documento. O candidato negou tê-la agredido. As alegações dizem respeito a fatos antigos, que voltaram ao debate público nesta etapa da campanha. Por sua gravidade, exigem apuração cuidadosa. O documento segue circulando nas redes.
Também ganhou repercussão a manifestação da ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula no Tocantins. Em publicações nas redes sociais, ela questionou Professora Dorinha sobre indicações de cargos no governo e negou que sua declaração de voto em Vicentinho esteja relacionada a compromissos por cargos em um eventual governo do candidato.
A proximidade da votação tende a intensificar estratégias e manifestações políticas. Mas a disputa não pode se sobrepor ao direito do eleitor de receber informações verificadas e de conhecer as versões dos envolvidos. Cabe aos candidatos responderem publicamente aos questionamentos relevantes, com clareza e responsabilidade. Cabe também às campanhas evitar que acusações sem comprovação sejam apresentadas como fatos.
No dia 25, os tocantinenses irão às urnas para escolher o próximo governador. Para que essa decisão seja livre e consciente, os fatos precisam prevalecer sobre a desinformação e os ruídos. A Gazeta seguirá apurando cada informação, ouvindo os lados envolvidos e tratando como notícia aquilo que for confirmado.
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!
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