
A restrição do tráfego de caminhões na ponte sobre o Rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama, já começou a preocupar produtores rurais e o setor agroindustrial da região. Em nota divulgada nesta terça-feira, 19, a Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (COAPA) afirmou acompanhar “com preocupação” a decisão do DNIT de limitar a passagem de veículos acima de quatro toneladas na estrutura da BR-235.
A cooperativa destacou que a medida ocorre justamente em um período estratégico para o agronegócio tocantinense, marcado pelo escoamento da safra de soja e da safrinha de milho, além da chegada de insumos agrícolas destinados à próxima etapa da produção.
Segundo a COAPA, o bloqueio parcial pode provocar aumento expressivo no custo do transporte rodoviário na região. Entre os fatores apontados estão a necessidade de utilização da travessia por balsa em Itapiratins e o desgaste dos veículos obrigados a circular por estradas de terra no trajeto alternativo indicado pelo DNIT.
“O momento coincide com o escoamento da safra e o recebimento de fertilizantes, sementes e defensivos, o que pode elevar significativamente o custo do frete”, afirmou a cooperativa.
A rota alternativa divulgada pelo órgão federal passa por municípios como Guaraí, Tupiratins, Itapiratins, Itacajá e Santa Maria antes de chegar novamente a Pedro Afonso, aumentando tempo de viagem e despesas operacionais.
A restrição foi adotada após inspeções técnicas apontarem indícios de comprometimento estrutural na ponte sobre o Rio Tocantins. O DNIT informou que ainda realiza análises para identificar as causas do problema e definir as intervenções necessárias na estrutura.