
A campanha de Professora Dorinha (União Brasil) concentra, até o momento, o maior volume de despesas entre os candidatos ao Governo do Tocantins que apresentaram movimentação à Justiça Eleitoral. Os gastos declarados pela candidata já estão na casa dos R$ 3,3 milhões, puxados por contratos de serviços, produção de conteúdo para rádio e televisão, contabilidade e publicidade.
Na sequência aparece Vicentinho Júnior (PSDB), com R$ 489,9 mil nas despesas informadas. Ataídes Oliveira (Novo)soma R$ 197,9 mil e Laurez Moreira (PSD), R$ 50 mil.
A distância é expressiva: os gastos informados pela campanha de Dorinha são, até agora, quase sete vezes maiores que os de Vicentinho, segundo colocado no levantamento.
Já Du Pereira (DC), Witer Naves (PSOL) e Siqueira Campos Júnior aparecem, na consulta utilizada para o levantamento, com a informação de que não há prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Isso impede, por enquanto, uma comparação dos gastos deles com os demais concorrentes.
Os números representam uma fotografia das contas eleitorais neste momento da campanha e podem aumentar à medida que novas despesas forem contratadas e informadas à Justiça Eleitoral.
Dorinha tem R$ 930 mil em serviços de terceiros
O maior gasto individual identificado na campanha de Dorinha é de R$ 930 mil com serviços prestados por terceiros, categoria que representa 27,45% das despesas declaradas.
Outro contrato de peso envolve a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 500 mil, equivalentes a 14,76% dos gastos.
A campanha também declarou R$ 350 mil em serviços contábeis, ou 10,33% das despesas.
Chama atenção ainda o volume destinado à publicidade por adesivos. Foram registrados 128 lançamentos, que juntos chegam a R$ 346.443,66, correspondentes a 10,22% dos gastos.
Serviços advocatícios aparecem como outra das cinco maiores categorias e representam 8,85% das despesas, mas o valor nominal não consta nos dados fornecidos para este levantamento.
Pelos percentuais apresentados na prestação de contas, o volume total das despesas de Dorinha está em aproximadamente R$ 3,39 milhões.
Vicentinho concentra R$ 300 mil em impulsionamento
Com R$ 489.931,50 nas despesas listadas, Vicentinho Júnior aparece em segundo lugar entre os candidatos com contas apresentadas.
Mais da metade do dinheiro foi direcionada à divulgação na internet. A campanha declarou R$ 300 mil em impulsionamento de conteúdos, distribuídos em seis lançamentos. A categoria representa 61,23% das despesas.
Outros R$ 177.556 foram destinados a publicidade por adesivos, também em seis lançamentos, equivalentes a 36,24%.
Com combustíveis e lubrificantes foram gastos R$ 9.985, enquanto materiais impressos consumiram outros R$ 2.390. Há ainda um lançamento de R$ 0,50 referente a encargos financeiros ou taxas bancárias.
Somadas, apenas as despesas com impulsionamento e adesivos chegam a R$ 477.556, ou mais de 97% dos gastos informados.
Ataídes investe mais de 80% em impulsionamento
Ataídes Oliveira aparece em terceiro no levantamento, com R$ 197.905 em despesas.
A estratégia registrada até agora está fortemente concentrada nas redes sociais. Foram R$ 163 mil destinados ao impulsionamento de conteúdos, distribuídos em nove lançamentos. O valor corresponde a 82,36% de tudo o que foi gasto.
Os outros R$ 34.905 foram aplicados em materiais impressos, categoria responsável por 17,64% das despesas e registrada em dois lançamentos.
Laurez declara R$ 50 mil
Entre os quatro candidatos com despesas informadas, Laurez Moreira apresenta o menor valor, com R$ 50 mil.
Toda a despesa declarada está concentrada em um único lançamento para impulsionamento de conteúdos. Dessa forma, a publicidade digital representa 100% dos gastos apresentados até o momento.
Três candidatos ainda sem prestação apresentada
A comparação não alcança todos os concorrentes ao Palácio Araguaia. Na consulta utilizada para o levantamento, Du Pereira, Witer Naves e Siqueira Campos Júnior aparecem sem prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.
A ausência de prestação disponível não permite concluir que as campanhas não tiveram despesas, mas apenas que não há valores apresentados na base consultada que possam ser incluídos no levantamento neste momento.