
A morte do servidor público Francisco Edmar de Sousa Máximo é investigada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) após uma denúncia de que ele procurou atendimento médico em Aliança do Tocantins, no sul do estado, e foi informado de que não havia médico plantonista na unidade. Francisco morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória decorrente de um infarto agudo.
Segundo o Portal da Transparência, ele trabalhava como vigia na Secretaria Municipal de Administração desde março de 2025, contratado pelo município.
Informações sobre o caso foram divulgadas na edição de 26 de outubro do Diário Oficial do MPTO. Conforme o documento, Francisco procurou o pronto atendimento em 18 de junho de 2026 e, diante da suposta ausência de médico, foi atendido pela equipe de enfermagem e liberado.
Como o mal-estar persistiu, o servidor retornou à unidade no dia seguinte. Segundo o relato registrado pelo Ministério Público, ele foi novamente informado de que não havia médico para atendê-lo. Depois de voltar para casa, sofreu a parada cardiorrespiratória e morreu.
A promotoria informou que a Secretaria Municipal de Saúde declarou que havia plantão médico na unidade, mas não apresentou prontuários ou escalas de serviço que comprovassem a informação.
No documento, o órgão aponta indícios de possíveis falhas no funcionamento do pronto atendimento, incluindo a suposta ausência de profissional médico de plantão e o descumprimento de protocolos básicos de assistência.
Para apurar o caso, o Ministério Público solicitou ao município os seguintes documentos e informações:
- Prontuário, ficha de triagem, boletim de atendimento e registros eletrônicos referentes às passagens de Francisco pela unidade nos dias 18 e 19 de junho;
- Escalas dos médicos e profissionais de enfermagem, acompanhadas dos registros de ponto ou folhas de frequência;
- Esclarecimentos sobre os protocolos adotados para o atendimento de urgências cardiovasculares;
- Informações sobre eventual abertura de sindicância.
A promotoria também pediu que o Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-TO) informem se há procedimento de fiscalização ou apuração ético-disciplinar sobre a conduta dos profissionais envolvidos.