
A Câmara Municipal de Palmas se manifestou nesta terça-feira, 22, sobre a agressão sofrida pelo jornalista Kaio Costa dentro da sede do Legislativo. Em nota, a Casa repudiou o episódio e informou que a Polícia Legislativa foi acionada no momento da ocorrência, atuou para conter a situação e fez o registro do caso.
Segundo a Câmara, o documento produzido pela Polícia Legislativa ficará disponível aos órgãos responsáveis pela investigação e ao Judiciário.
O episódio ocorreu enquanto Kaio exercia atividade profissional nas dependências da Casa. Conforme denunciado anteriormente pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO), o jornalista foi atingido fisicamente por Nelcivan Costa Feitosa, conhecido como Pastor Nelcivan. O sindicato também relatou manifestação de conteúdo homofóbico durante o ocorrido.

Câmara classifica episódio como “inaceitável”
Na manifestação, assinada pela Presidência em nome dos vereadores, a Câmara classificou a agressão como incompatível com os princípios do Legislativo e afirmou repudiar episódios de violência física ou verbal.
“O episódio é inaceitável e contraria os princípios que regem esta instituição”, declarou a Casa.
A Câmara também afirmou manter compromisso com a liberdade de imprensa e com o trabalho dos profissionais de comunicação que acompanham as atividades do Legislativo municipal.
Procuradoria avalia medidas
Além da atuação da Polícia Legislativa no momento da ocorrência, a Câmara informou que a Procuradoria da Casa está adotando as providências consideradas cabíveis.
Segundo o Legislativo, as medidas buscam evitar novos episódios dessa natureza e garantir segurança para jornalistas, servidores e pessoas que circulam pela Câmara.
“A Câmara Municipal de Palmas informa que, por meio de sua Procuradoria, está tomando todas as providências cabíveis para que episódios dessa natureza não voltem a se repetir”, diz trecho da nota.
A manifestação da Câmara ocorre após o Sindjor-TO também repudiar a agressão e cobrar da Presidência da Casa a preservação das imagens das câmeras de segurança, identificação e oitiva de testemunhas, apuração do episódio e garantia de segurança aos profissionais de imprensa.
O sindicato ainda pediu que as autoridades apurem tanto a agressão física quanto a manifestação apontada como homofóbica.